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Mostrando postagens de 2019

Os Infos - #Poema

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Ilustração: Oscar Holguin OS INFOS Se no fundo do corpo material somente encontramos faíscas elétricas reagindo entre ácidos e bases é no corpo imaterial que devemos procurar a origem das nossas informações Pode ser que neste lugar onde vivem os pensamentos onde está o que se chama inteligência possamos encontrar o infinitivo abstrato o produto final das redundâncias da comunicação humana Neste lugar um dado qualquer se une a uma outra ideia e a união desses dois infos forma uma outra coisa também medida em infos Neste lugar a imaginação pode ser resumida a infos com sentido encontrados ao acaso num universo de possibilidades randômicas Neste lugar os infos transitam sem tempo nem espaço declinados de hora ou lugar e sem outros valores como de peso, por quilo ou por metro Neste lugar não há info disso ou info daquilo é info mesmo Mas esses infos todos quando se transportam em gente podem sumir de repen...

O Nada Também Consta. Poema de Herman Schmitz. Ilust. Oscar Holguin

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Ilustração: Oscar Holguin O NADA TAMBÉM CONSTA Herman Schmitz Um homem perde um lápis dentro de casa Procura em gavetas, em cima das mesas Vazia os bolsos no cesto de roupas sujas Procura e procura e não acha Porque razão há de se preocupar Afinal é só um lápis, e ainda bem usado Nada mais fácil em substituir por um novo Mas se por acaso perdeste tudo na vida As tuas coisas, o teu rumo, o teu conhecimento Perdeste até mesmo o teu reflexo na janela E hoje tem que viver com essa falta, essa ausência Com o nada absoluto do vazio total dentro de si Então... Dê alguns passos para trás e contemple: Fraquinho e demasiado pequeno para andar A criatura rasteja nesse espaço pequeno Desprende um odor adocicado de canela E tem um tubo de carvão por dentro O velho lápis escondeu-se depois que um risco seu marcou uma folha branca O escritor não me achará, — pensa aflito, escorregando porta afora, se preservando do escrito!

A Folha em Branco. Herman Schmitz #Poema #Escritor

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A FOLHA EM BRANCO  Ilustração Oscar Holguin Eis a folha em branco! A folha lívida que te desafia Um véu sedoso a encobrir o não dito Uma ausência do além se estendendo sobre epigramas que ainda nem existem Folha! Folha em branco! sedenta de tinta   de tipos de letras e expressões de formas e abstrações Cada palavra é uma opção Um risco de liberdade Predisposto a se revelar mesmo no sentido mais oculto ou inusitado Eis a folha em branco! Assim as letras caem sobre o papel no abismo gráfico no redemoinho no vórtice feroz das composições das encadernações, dos teletipos Mas o branco absoluto Por sua natureza imparcial Suporta tudo todas as ideologias todas as ondas todas as nuances todas as filosofias E todas as tintas insofismáveis E nessa geografia branca e negra O pior medo A mais terrível blasfêmia O signo cabalístico da infâmia TOTAL — Soletra-se:          ...

Nouveau Roman. Herman Schmitz (poema) Oscar Holguin (ilustração)

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Ilustração de Oscar Holguin Nouveau Roman Meu quark laranja, sua postagem aquela noite foi fundamental para o entendimento da solidão universal da raça humana. Você é um santo? Você é um gênio? Quem sou eu para saber, mas foi tão forte esse toque, foi tão sutil nas colocações, os links certos, os argumentos de mão cheia, até a música vibrava na medula da hora, com o subtexto aliciado ao contexto. Anéis de Saturno encantam a lua. Por Odim!!! Foi como estar no Valhala, junto com Allan Ginsberg uivando suavemente no meu ouvido aquela coisa toda sobre a América, mas que América que nada, era muito mais, era um planeta inteiro se remexendo em suas entranhas, desde as fossas abissais do pacífico, aos vulcões do Kilauea. Enquanto isso tudo circulava em 64 bits de emoção, ela, qual uma estrela solitária, dormia nos tempos do foguete e do navio antigravitacional. Herman Schmitz ₢2019

Casais literários: Julio Cortázar e Aurora Bernárdez

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Casais literários Julio Cortázar e Aurora Bernárdez em Madri, em foto de 1981 . "Los había conocido a ambos un cuarto de siglo atrás en casa de un amigo común en París, y desde entonces, hasta la última vez que los vi juntos, en 1967, en Grecia, nunca dejó de maravillarme el espectáculo que significaba oír conversar y ver a Aurora y a Julio en tándem. Todos los demás parecíamos sobrar. Todo lo que decían era inteligente, culto, divertido, vital. Muchas veces pensé: «No pueden  ser siempre así. Esas conversaciones las ensayan en su casa, para deslumbrar luego a los interlocutores con las anécdotas inusitadas, las citas brillantísimas y esas bromas que, en el momento oportuno, descargan el clima intelectual». Se pasaban los temas el uno al otro como dos consumados malabaristas y con ellos uno no se aburría nunca. La perfecta complicidad, la secreta inteligencia que parecía unirlos era algo que yo admiraba y envidiaba en la pareja tanto como su simpatía, su compromiso con la li...

A Berinjela - Eduardo Galeano #Miniconto

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A Berinjela - Eduardo Galeano Instruções para triunfar na profissão Há mil anos, disse o sultão da Pérsia: — Que maravilha. Ele nunca havia provado uma berinjela, e agora comia uma cortada em rodelas temperadas com gengibre e ervas do Nilo. Então o poeta da Corte exaltou a berinjela, que dá prazer à boca e no leito faz milagres, porque para as proezas do amor é mais poderosa que o pó de dente de tigre ou o chifre ralado de rinoceronte. Algumas rodelas depois, o sultão disse: — Que porcaria. E então o poeta da Corte amaldiçoou a berinjela enganosa, que castiga a digestão, enche a cabeça de pensamentos maus e empurra os homens virtuosos ao abismo do delírio e da loucura. — Você acaba de levar a berinjela ao Paraíso, e agora a está jogando no inferno - comentou um insidioso. E o poeta, que era um profeta dos meios de comunicação de massa, pôs as coisas em seu devido lugar: — Eu sou um cortesão do sultão. Não sou cortesão da berinjela. ***...

Françoise Sagan #Foto

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Françoise Sagan

Review: O que Einstein disse a seu cozinheiro

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O que Einstein disse a seu cozinheiro by Robert L. Wolke My rating: 5 of 5 stars Livro muito interessante!!! Pela primeira vez encontrei um livro que une a ciência da química e da física nos eventos culinários, sem estar relacionado a tecnologia de alimentos. É uma obra para o leitor cozinheiro que gosta de ciência. Muito didático e com exemplos bem diários no cenário de cozinha, tanto doméstica como de restaurante e também alguns conceitos da indústria, estes são normalmente no sentido de desmistificar certas letrinha miúdas que nos passam desapercebidas nos supermercados. Enfim, um livro para ler várias vezes, de preferência, ao lado do fogão... Só achei as receitas meio deslocadas... Em alguns casos, como dar os truques para cozer mariscos ou coisas assim, eu achei bacana, mas as outras receitas achei desnecessárias... View all my reviews

Teoria da Poesia Concreta. #Capa

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Teoria da Poesia Concreta. Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos

Review: Prometeo encadenado

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Prometeo encadenado by Aeschylus My rating: 4 of 5 stars Sensação estranha ao terminar de ler este que é um dos pilares da nova mitologia cientificista moderna e contemporânea. Primeiro, para uma obra tão importante, se lê em menos de uma tarde; segundo, é uma tragédia onde não acontece absolutamente nada... Pode parecer ironia, mas o texto que trata da imobilidade de um acorrentado, também é um dos mais "parados" de toda a antiguidade grega. Talvez, se não tivéssemos perdido as duas outras partes que completam a trilogia, o encanto seria outro... Mas vale a pena, se não pelas lamentações de Prometeu, ao menos pelos dois excelentes ensaios sobre o tema que abrem e fecham a obra. Especialmente o último, de Jordi Balló e Xavier Pérez, por onde desfilam um número assombroso de obras literárias e cinematográficas que estão em débito com a mitologia prometeica, tanto na literatura convencional como na ficção científica. View all my...

Walt Whitman #Foto

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Walt Whitman

Literatura & Culinária. Um Teto Todo Seu. Virginia Woolf #Citação

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É curioso que os romancistas nos façam acreditar que os almoços são invariavelmente memoráveis por algum dito espirituoso ou algum feito muito sábio. Mas eles mal dizem uma palavra sobre o que se comeu. Faz parte de seu costume não mencionar sopa e salmão e pato, como se a sopa e o salmão e o pato não tivessem importância, como se ninguém fumasse um charuto ou tomasse uma taça de vinho. Aqui, contudo, tomarei a liberdade de desafiar esse costume e contar a vocês que o almoço naquela ocasião iniciou-se com linguado – afundado em uma travessa –, sobre o qual o cozinheiro da universidade espalhou uma camada de um creme muito branco, a não ser pelas manchas marrons que o maculavam aqui e ali como as pintas nos flancos de uma corça. Depois disso vieram as perdizes, mas, se vocês pensaram em uma ou duas aves amarronzadas e peladas, estão enganadas. As perdizes, muitas delas, vieram com uma comitiva de molhos e saladas, os picantes e os doces, cada um a seu tempo; as batatas, finas como ...