Clube do Haxixe — Kubla Khan – Samuel Taylor Coleridge
KUBLA KHAN Por Samuel Taylor Coleridge Em Xanadu erigiu Kubla Khan Um domo de prazer decretado Onde o rio sagrado Alph corria Em cavernas que o homem não mediria Em um mar pelo sol não explorado. O solo fértil se estendia Com ameias trançadas ao dia Nos jardins e trilhas sinuosas Florescia uma árvore de incenso Em florestas tão misteriosas Com raras manchas ensolaradas. Mas ah! O profundo abismo romântico Na colina, coberta de madeira cortante Lugar selvagem! Santo, como um cântico Pois, a lua em prantos é amaldiçoada Por uma dama e seu demoníaco amante E do abismo, inquieto e fervente Como se a terra respirasse inocente Uma fonte surgiu, no momento forçada E vindo de seu jato interrompido Fragmentos caíram como granizo Ou grãos que somem sem aviso E dentre as rochas em sua dança Correu acima o rio sem temperança Seguindo seu caminho sinuosamente E dentre a madeira o rio corria Até as cavernas que o homem não mediria E afundou em tumulto num mar sem vida E nesse ...