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Rimbaud Livre — A Eternidade

A ETERNIDADE — Arthur Rimbaud De novo me invade. Quem? — A Eternidade. É o mar que se vai Com o sol que cai. Alma sentinela, Ensina-me o jogo Da noite que gela E do dia em fogo. Das lides humanas, Das palmas e vaias, Já te desenganas E no ar te espraias. De outra nenhuma, Brasas de cetim, O Dever se esfuma Sem dizer: enfim. Lá não há esperança E não há futuro. Ciência e paciência, Suplício seguro. De novo me invade. Quem? — A Eternidade. É o mar que se vai Com o sol que cai. Maio 1872 in CAMPOS, Augusto de. Rimbaud Livre, Ed. Perspectiva, 2002.

Arthur Rimbaud - No Cabaré Verde às cinco da tarde

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Tradução de Augusto de Campos