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Mostrando postagens com o rótulo Guy de Maupassant

Um Louco — Guy de Maupassant (Conto)

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UM LOUCO Guy de Maupassant Ele morreu como chefe de um tribunal de alta instância, magistrado íntegro cuja vida impecável era citada em todas as cortes da França. Advogados, jovens conselheiros e juízes o cumprimentavam inclinando-se profundamente, em sinal de enorme respeito, diante de sua figura alta, branca e magra, iluminada por dois olhos brilhantes e profundos. Passara a vida perseguindo o crime e protegendo os fracos. Escroques e assassinos nunca haviam tido inimigo mais temível, pois ele parecia ler, no fundo de suas almas, seus pensamentos secretos, e desvendar, com um passar de olhos, todos os mistérios de suas intenções. Morreu então, aos 82, cercado de homenagens e acompanhado pelo lamento de todo um povo. Soldados de calças vermelhas o escoltaram até seu túmulo e homens de gravatas brancas lançaram sobre seu caixão palavras tristes e lágrimas que pareciam verdadeiras. Pois bem, eis o estranho papel que o escrivão, desnorteado, descobriu na escrivaninha onde ele cost...

Guy de Maupassant — Correspondencia (em espanhol)

Correspondencia DE LA SEÑORA DE X*** A LA SEÑORA DE Z*** Etretat, viernes Mi querida tía: Poco a poco me acerco a usted. Estaré en Fresnes el dos de septiembre, víspera de la apertura de la caza, a la cual no faltaré; quiero mortificar a esos hombres. Es usted demasiado buena, adorada tía, les permite el día ese, cuando está sola con ellos, que coman sin cambiar de ropa y hasta sin afeitarse, bajo pretexto de fatiga. Así que celebran infinito que yo no esté ahí. Pero estaré y pasaré revista, como un general, a la hora de comer, y al que encuentre un poco descuidado, nada más que un poco, le enviaré a la cocina con la servidumbre. Los hombres de hoy día tienen tan pocos miramientos y poseen tan mal la ciencia de bien vivir, que es menester mostrarse severa con ellos. Estamos verdaderamente en el reinado de la ordinariez. Cuando disputan se provocan con insultos de mozo de cordel, y en presencia de nosotras se conducen muchísimo menos bien que nuestros criados. En los baños de mar...

A Morta — Guy de Maupassant (Conto fantástico)

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A Morta Guy de Maupassant Eu a amei perdidamente! E por que amamos? É mesmo estranho ver no mundo somente um ser, ter no espírito um pensamento único, no coração um desejo, na boca um só nome: um nome que se eleva incessantemente, que sobe, como a água de uma fonte, do íntimo da alma à flor dos lábios, e que se pronuncia, que se repete, que se murmura continuamente, por toda parte, como uma prece elegíaca. Não contarei nossa história. O amor tem só uma, a mesma de sempre. Encontrei-a na vida e amei-a. Eis tudo. E durante um ano vivi de sua carícia, no aconchego de seus braços, embalado por sua voz, iluminado por seu olhar, aprisionado, envolvido, ligado a tudo que emanava de seu ser, mas de tal maneira que não sabia quando era tarde ou aurora, que ignorava se era morto ou vivo, sobre a terra ou fora da terra... E ela morreu! Como? Não sei mais! Ela saiu numa noite chuvosa e retornou encharcada; e, no outro dia, tossiu. Tossiu por uma semana, de cama. O que aconteceu? Não s...

Guy de Maupassant - A Borboleta é uma flor que voa

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Do conto O Horla.

Guy de Maupassant - Desconforto com a presença alheia

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Como explicar isso?

Guy de Maupassant - O Horla

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Epidemia de loucura