O Amor e a Loucura — La Fontaine
Fábula No amor tudo é mistério: suas flechas e sua aljava, sua chama e sua infância eterna. Mas por que o amor é cego? Aconteceu que um certo dia o Amor e o Loucura brincavam juntos. Aquele ainda não era cego. Surgiu entre eles um desentendimento qualquer. Pretendeu então o Amor que se reunisse para tratar do assunto o conselho dos deuses. Mas a Loucura, impaciente, deu-lhe uma pancada tão violenta que lhe privou da visão. Vênus, mãe e mulher, pôs-se a clamar por vingança, aos gritos. E diante de Júpiter, Nêmesis — a deusa da vingança — e todos os juízes do Inferno, Vênus exigiu que aquele crime fosse reparado. Seu filho não podia ficar cego. Depois de estudar detalhadamente o caso, a sentença do supremo tribunal celeste consistiu em condenar a Loucura a servir de guia para o Amor. Jean de La Fontaine, O Amor e a Loucura. In Os Melhores Contos de Loucura. Org. de Flávio Moreira da Costa, 2007.

Blaise Cendrars, pseudônimo de Frédéric Louis Sauser (La Chaux-de-Fonds, cantão de Neuchâtel, Suíça, 1 de setembro de 1887 — Paris, 21 de janeiro de 1961) foi um novelista e poeta suíço, tendo escrito em língua francesa.
ResponderExcluirTendo uma vida itinerante, o que se reflete em sua poesia, basicamente escritos de viagem, visitou o Brasil na década de 1920 do século XX, influenciando diversos artistas e escritores do modernismo brasileiro e sendo também influenciado por Oswald de Andrade, com cujos poemas da Poesia Pau-Brasil seus poemas mais curtos, de construção cubista, apresentam forte semelhança formal e no gosto pelo primitivo. Nessa incursão, se interessou pela mente doentia do criminoso Febrônio Índio do Brasil, sobre quem escreveu artigos em jornais e um capítulo de livro.
Autor também de poemas mais extensos que do seu aparentado poeta brasileiro, como a "Prosa do Transiberiano", foi sempre fiel, em poesia, ao seu estilo "literatura de viajantes", sendo este um longo poema realmente prosaico, feito a partir de reminiscências, que lembra a posterior obra de Allen Ginsberg.
Mesmo sendo Suiço de nascimento, é considerado por Paul Eluard como um dos maiores poetas franceses do século XX
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Blaise_Cendrars
Publicada por Blaise Cendrars en 1921 y editada en nuestro país en 1930, en traducción de Manuel Azaña, la Antología negra constituye una inolvidable colección de relatos que reúne lo más interesante de la literatura tradicional del continente africano. Es, además, un testimonio del interés de las Primeras Vanguardias por el arte primitivo, del que artistas como Derain o Picasso extrajeron fructíferas lecciones. Su autor, Blaise Cendrars (1887-1961), prolífico narrador y poeta, cuya obra estuvo siempre ligada a una existencia viajera, tuvo el mérito de, por vez primera, apreciar y dar a conocer como literatura lo que hasta entonces se tenían por meros documentos etnográficos. Muestra, pues, del espíritu de una época, encarnado en un personaje que, como dijera de él Cocteau, “es de todos nosotros quien mejor representa el nuevo exotismo, mezcla de motores y fetiches negros”.
ResponderExcluirFonte:
http://www.altair.es/index.php/ANTOLOGIA_NEGRA/42+M5693d1603e7/0/