A Porta Aberta - Conto de SAKI
A PORTA ABERTA SAKI — Minha tia já vai descer, sr. Nuttel — disse uma jovem dama de 15 anos, muito segura de si. — Enquanto isso, o senhor terá de me aturar. Framton Nuttel procurava dizer algo apropriado que lisonjeasse devidamente a sobrinha no momento, sem indevidamente menosprezar a tia de logo mais. De si para si, duvidava, mais do que nunca, que visitas de cortesia, como essa, a uma série de pessoas estranhas, beneficiassem muito o tratamento de nervos a que pretendiam submetê-lo. — Já sei como vai ser a coisa — dissera-lhe a irmã quando ele preparava sua retirada para aquele recanto de província. — Você vai se enterrar ali sem falar a vivalma e vai se aborrecer tanto que os seus nervos ficarão piores do que nunca. Por precaução, dou-lhe umas cartas de recomendação para todas as pessoas do lugar que são minhas conhecidas. Algumas delas, ao que me lembro, são bem agradáveis. Framton perguntava a si mesmo, agora, se a sra. Sappleton, a quem vinha apresentar uma daquel...

Rainer Werner Fassbinder (Bad Wörishofen, 31 de Maio de 1945 – Munique, 10 de Junho de 1982) foi um diretor de cinema e ator alemão, um dos mais importantes representantes do Novo Cinema Alemão.
ResponderExcluirEstilo
O estilo de Fassbinder é muito variado (clássico, barroco, realista, alegórico, expressionista, moderno), não apenas considerando o conjunto de sua filmografia, mas também cada filme em particular. À boca pequena se fala de Fassbinder como um grande diretor de cena, já que cada plano é minuciosamente desenhado para provocar um forte impacto estético na tela, com sobriedade e variações técnicas. Em seus primeiros filmes, abundam os planos lentos, muitas vezes estáticos e, inclusive, repetidos, como, por exemplo, em obras como Katzelmacher, de 1969, e Martha, de 1973.
Sua estreita colaboração com o câmara Michael Ballhaus permitiu ir ao fundo em todo o tipo de audácia na filmagem, conseguindo em alguns filmes verdadeiros atrevimentos técnicos, como em Roleta Chinesa, de 1976. Ambos ensaiaram juntos pela primeira vez o giro completo de 360 graus no filme Marta, que, posteriormente, se converteu na marca pessoal de Ballhaus em sua carreira em Hollywood, quando trabalhou ao lado de Martin Scorsese, Francis Ford Coppola e Paul Newman.
Esse atrevimento estético e técnico, no entanto, nunca foram meros exercícios de estilo. Sempre estiveram por trás de uma formação que Fassbinder herdou de mestres do melodrama hollywoodiano, como Raoul Walsh, de quem se apropriava do nome sempre como pseudônimo, ou Douglas Sirk, a quem conheceu pessoalmente, colaborando, inclusive, como ator em seu último filme, o curta-metragem Bourbon Street Blues, de 1978.
Com Ballhaus indo para os Estados Unidos, Fassbinder trabalhou com Xaver Scharzemberger, com quem rodou obras importantes, como As lágrimas amargas de Petra von Kant, Lola, assim como a mítica adaptação televisiva de Berlin Alexanderplatz, novela de autoria de Alfred Döblin. em seus últimos filmes seu estilo se tornou ainda mais hermético, com seus filmes se tornando mais difíceis e com visões distanciadas do espectador, como em A terceira geração, de 1979, Um ano de 13 luas, de 1978, ambos filmados por ele, e o clássico Querelle, de 1982.
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rainer_Werner_Fassbinder