A Porta Aberta - Conto de SAKI
A PORTA ABERTA SAKI — Minha tia já vai descer, sr. Nuttel — disse uma jovem dama de 15 anos, muito segura de si. — Enquanto isso, o senhor terá de me aturar. Framton Nuttel procurava dizer algo apropriado que lisonjeasse devidamente a sobrinha no momento, sem indevidamente menosprezar a tia de logo mais. De si para si, duvidava, mais do que nunca, que visitas de cortesia, como essa, a uma série de pessoas estranhas, beneficiassem muito o tratamento de nervos a que pretendiam submetê-lo. — Já sei como vai ser a coisa — dissera-lhe a irmã quando ele preparava sua retirada para aquele recanto de província. — Você vai se enterrar ali sem falar a vivalma e vai se aborrecer tanto que os seus nervos ficarão piores do que nunca. Por precaução, dou-lhe umas cartas de recomendação para todas as pessoas do lugar que são minhas conhecidas. Algumas delas, ao que me lembro, são bem agradáveis. Framton perguntava a si mesmo, agora, se a sra. Sappleton, a quem vinha apresentar uma daquel...

Sérgio de Castro Pinto (João Pessoa, 1947) é um poeta, jornalista e professor de literatura brasileira da Universidade Federal da Paraíba, onde defendeu dissertação de mestrado e tese de doutoramento sobre Manuel Bandeira e Mário Quintana, respectivamente. É, ainda, formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da UFPB.
ResponderExcluirAlém de Longe, Daqui, Aqui Mesmo: a poética de Mário Quintana e A Casa e Seus Arredores, livros de ensaio, publicou também Gestos Lúcidos[1], A Ilha na Ostra[1], Domicílio em Trânsito[1], O Cerco da Memória[1] e Zôo Imaginário[1][2], todos de poesia.
Tem participado de antologias poéticas publicadas em Portugal e Espanha. Nos Estados Unidos, teve fragmentos do poema Camões/Lampião traduzidos por Fred Ellison, professor emérito da Universidade do Texas, incluídos na coletânea Camões' Feast, coordenada por Regina Vater.
No Brasil, participa de várias antologias, a exemplo de Os Cem Melhores Poetas Brasileiros do Século e Sincretismo: a Poesia da Geração de 60, organizadas, respectivamente, por José Nêumane Pinto e Pedro Lyra.
Em 1989, o poeta, crítico literário e professor Hildeberto Barbosa Filho publicou pelas Edições FUNESC o livro Sanhauá: uma Ponte para a Modernidade, originariamente tese de mestrado sobre o Grupo Sanhauá, movimento literário paraibano do qual Sérgio de Castro Pinto fez parte.
Foi sobre sua poesia a primeira tese de doutoramento defendida no Curso de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal da Paraíba, sob o título Signo e Imagem em Castro Pinto, orientado pelo professor João Batista de Brito.
Detentor de vários prêmios de âmbito nacional, o mais recente deles, o Guilherme de Almeida, promovido pela União Brasileira de Escritores, cuja comissão julgadora considerou Zôo Imaginário o melhor livro de poesia lançado no ano de 2005. Ele também é um dos finalistas do Concurso Casa de Las Américas, em 1990, no gênero de poesia, patrocinado pelo governo cubano.
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rgio_de_Castro_Pinto