O Amor e a Loucura — La Fontaine
Fábula No amor tudo é mistério: suas flechas e sua aljava, sua chama e sua infância eterna. Mas por que o amor é cego? Aconteceu que um certo dia o Amor e o Loucura brincavam juntos. Aquele ainda não era cego. Surgiu entre eles um desentendimento qualquer. Pretendeu então o Amor que se reunisse para tratar do assunto o conselho dos deuses. Mas a Loucura, impaciente, deu-lhe uma pancada tão violenta que lhe privou da visão. Vênus, mãe e mulher, pôs-se a clamar por vingança, aos gritos. E diante de Júpiter, Nêmesis — a deusa da vingança — e todos os juízes do Inferno, Vênus exigiu que aquele crime fosse reparado. Seu filho não podia ficar cego. Depois de estudar detalhadamente o caso, a sentença do supremo tribunal celeste consistiu em condenar a Loucura a servir de guia para o Amor. Jean de La Fontaine, O Amor e a Loucura. In Os Melhores Contos de Loucura. Org. de Flávio Moreira da Costa, 2007.

Sérgio de Castro Pinto (João Pessoa, 1947) é um poeta, jornalista e professor de literatura brasileira da Universidade Federal da Paraíba, onde defendeu dissertação de mestrado e tese de doutoramento sobre Manuel Bandeira e Mário Quintana, respectivamente. É, ainda, formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da UFPB.
ResponderExcluirAlém de Longe, Daqui, Aqui Mesmo: a poética de Mário Quintana e A Casa e Seus Arredores, livros de ensaio, publicou também Gestos Lúcidos[1], A Ilha na Ostra[1], Domicílio em Trânsito[1], O Cerco da Memória[1] e Zôo Imaginário[1][2], todos de poesia.
Tem participado de antologias poéticas publicadas em Portugal e Espanha. Nos Estados Unidos, teve fragmentos do poema Camões/Lampião traduzidos por Fred Ellison, professor emérito da Universidade do Texas, incluídos na coletânea Camões' Feast, coordenada por Regina Vater.
No Brasil, participa de várias antologias, a exemplo de Os Cem Melhores Poetas Brasileiros do Século e Sincretismo: a Poesia da Geração de 60, organizadas, respectivamente, por José Nêumane Pinto e Pedro Lyra.
Em 1989, o poeta, crítico literário e professor Hildeberto Barbosa Filho publicou pelas Edições FUNESC o livro Sanhauá: uma Ponte para a Modernidade, originariamente tese de mestrado sobre o Grupo Sanhauá, movimento literário paraibano do qual Sérgio de Castro Pinto fez parte.
Foi sobre sua poesia a primeira tese de doutoramento defendida no Curso de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal da Paraíba, sob o título Signo e Imagem em Castro Pinto, orientado pelo professor João Batista de Brito.
Detentor de vários prêmios de âmbito nacional, o mais recente deles, o Guilherme de Almeida, promovido pela União Brasileira de Escritores, cuja comissão julgadora considerou Zôo Imaginário o melhor livro de poesia lançado no ano de 2005. Ele também é um dos finalistas do Concurso Casa de Las Américas, em 1990, no gênero de poesia, patrocinado pelo governo cubano.
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rgio_de_Castro_Pinto