O Amor e a Loucura — La Fontaine
Fábula No amor tudo é mistério: suas flechas e sua aljava, sua chama e sua infância eterna. Mas por que o amor é cego? Aconteceu que um certo dia o Amor e o Loucura brincavam juntos. Aquele ainda não era cego. Surgiu entre eles um desentendimento qualquer. Pretendeu então o Amor que se reunisse para tratar do assunto o conselho dos deuses. Mas a Loucura, impaciente, deu-lhe uma pancada tão violenta que lhe privou da visão. Vênus, mãe e mulher, pôs-se a clamar por vingança, aos gritos. E diante de Júpiter, Nêmesis — a deusa da vingança — e todos os juízes do Inferno, Vênus exigiu que aquele crime fosse reparado. Seu filho não podia ficar cego. Depois de estudar detalhadamente o caso, a sentença do supremo tribunal celeste consistiu em condenar a Loucura a servir de guia para o Amor. Jean de La Fontaine, O Amor e a Loucura. In Os Melhores Contos de Loucura. Org. de Flávio Moreira da Costa, 2007.

Herman Schmitz
ResponderExcluirNatural de Curitiba no Paraná, Brasil. Iniciei na carreira artística nos anos 80 escrevendo, atuando e dirigindo teatro amador; escrevi contos e poemas e participei ativamente do cenário cultural de Curitiba até o final da década.
Nos 90, viajei de carona pela América Latina e Norte do Brasil. Aprendi muito sobre as pessoas e sobre o Brasil com essa viagem.
Já neste novo século, me estabeleci em Londrina-PR, onde criei uma editora independente chamada CYBERGROUND, a qual produziu boa parte dos livros independentes dessa época.
Trabalhei também como Designer Gráfico, como especialista em cores para Bureaus Digitais, fui Suporte Técnico em Informática para várias empresas.
Em 2006, lancei o livro de poemas OS MARACUJÁS e também montei a banda de Música e Poesia chamada RADICAIS LIVRES, na qual, escrevo as composições e sou também o intérprete.
Mais recentemente, criei o Livro-site Palavra em Promoção, no qual discuto a interação entre literatura e imagem.
Em 2010 fui contemplado com a BOLSA FUNARTE DE CIRCULAÇÃO LITERÁRIA pelo projeto POESIA IN CONCERT, apresentando shows e dando oficinas de música e poesia.
Atualmente iniciei o Blog Grafados, com a intenção de retratar através da criação de pequenas composições visuais anexadas a trechos literários do meu gosto e outros de minha autoria, recriando uma outra atmosfera para a leitura.
Estou no Facebook com a página Grafados no FACEBOOK, que é uma espécie de teste com o conteúdo do blog nas REDES SOCIAIS. Modelo de literatura que tem o sabor de poder ser comentada imediatamente após a sua publicação, o que é uma experiência única para os escritores e artistas gráficos.
Mantenho também o blog: Fumaças de Ópio, onde venho publicando a minha tradução desse raro livro de contos de Claude Farrère, publicado em 1904, mas com uma surpreendente visão do ópio, do segregacionismo e dos conflitos entre culturas distantes.
E finalmente, sobre minha vida pessoal, sou casado, não tenho filhos mas tenho duas cachorrinhas para compensar. Gosto da natureza, da tranquilidade e da paz.