O Amor e a Loucura — La Fontaine
Fábula No amor tudo é mistério: suas flechas e sua aljava, sua chama e sua infância eterna. Mas por que o amor é cego? Aconteceu que um certo dia o Amor e o Loucura brincavam juntos. Aquele ainda não era cego. Surgiu entre eles um desentendimento qualquer. Pretendeu então o Amor que se reunisse para tratar do assunto o conselho dos deuses. Mas a Loucura, impaciente, deu-lhe uma pancada tão violenta que lhe privou da visão. Vênus, mãe e mulher, pôs-se a clamar por vingança, aos gritos. E diante de Júpiter, Nêmesis — a deusa da vingança — e todos os juízes do Inferno, Vênus exigiu que aquele crime fosse reparado. Seu filho não podia ficar cego. Depois de estudar detalhadamente o caso, a sentença do supremo tribunal celeste consistiu em condenar a Loucura a servir de guia para o Amor. Jean de La Fontaine, O Amor e a Loucura. In Os Melhores Contos de Loucura. Org. de Flávio Moreira da Costa, 2007.

Biografia
ResponderExcluirJohn Dos Passos
John Rodrigo Dos Passos
Nasceu em Chicago, EUA, em 1896. Jornalista e romancista de origem portuguesa, é consagrado entre os maiores da literatura norte-americana. Seu primeiro livro – Três soldados (1921) - foi fruto de uma desilusão com os combates em que tomou parte na I Guerra Mundial. Todo seu entusiasmo e heroísmo juvenil foram desfeitos nos campos de batalha. Em 1925 publica sua primeira obra de impacto: Manhatam transfer, mas a consagração definitiva surge em 1932 com a trilogia USA, onde retratou os EUA na sua face menos sorridente. O retrato de uma América dominada por monopólios e trusts, por organizações de gangsters e sindicatos infiltrados pela corrupção. A trilogia - Paralelo 42, 1919 e O grande capital- foi traduzida para o português e editada em Lisboa na década de 1960 dentro da coleção “Os Romances Universais”, da Portugália Editora. Posteriormente, o primeiro e o último volume da trilogia foram editados no Brasil pela Editora Rocco. O autor esteve no Brasil em três ocasiões (1948, 1955 e 1960) e escreveu um livro-reportagem O Brasil desperta (Record, 1963), sobre nosso país quando da construção de Brasília. A crítica sempre o colocou, em termo de importância, ao lado de Hemingway, Faulkner e Steinbeck, e Jean-Paul Sartre o considerava o maior contista do século XX. As gerações mais novas pouco o conhecem, devido a falta de reedição de suas obras. Mas com alguma sorte é possível ainda encontrar 1919, editado pela Editora Abril em 1980, ou com mais sorte ainda, As aventuras de um comunista, que saiu pela Editora Guaira em 1947. Seu último livro publicado foi A história de Portugal Outros livros:The grand design (1949), Chosen coutry (1951), Midcentury (1961), a biografia The head and heart of Thomas Jefferson (1954) e uma autobiografia The best of times: an informal memoir (1966). Em 2012 a editora Benvirá reeditou Paralelo 42. Faleceu em 1970.
Fonte:
http://www.tirodeletra.com.br/biografia/JohndosPassos.htm