A Porta Aberta - Conto de SAKI
A PORTA ABERTA SAKI — Minha tia já vai descer, sr. Nuttel — disse uma jovem dama de 15 anos, muito segura de si. — Enquanto isso, o senhor terá de me aturar. Framton Nuttel procurava dizer algo apropriado que lisonjeasse devidamente a sobrinha no momento, sem indevidamente menosprezar a tia de logo mais. De si para si, duvidava, mais do que nunca, que visitas de cortesia, como essa, a uma série de pessoas estranhas, beneficiassem muito o tratamento de nervos a que pretendiam submetê-lo. — Já sei como vai ser a coisa — dissera-lhe a irmã quando ele preparava sua retirada para aquele recanto de província. — Você vai se enterrar ali sem falar a vivalma e vai se aborrecer tanto que os seus nervos ficarão piores do que nunca. Por precaução, dou-lhe umas cartas de recomendação para todas as pessoas do lugar que são minhas conhecidas. Algumas delas, ao que me lembro, são bem agradáveis. Framton perguntava a si mesmo, agora, se a sra. Sappleton, a quem vinha apresentar uma daquel...

Wystan Hugh Auden (York, 21 de fevereiro de 1907 — Viena, 29 de setembro de 1973) que escrevia como W. H. Auden,[1] foi um poeta anglo-americano, tido como um dos grandes autores do século XX.[2]
ResponderExcluirAuden cresceu em e perto de Birmingham, em uma família de classe média de profissionais que liam literatura inglesa na Christ Church, em Oxford. Seus primeiros poemas, escritos no final de 1920 e início da década de 1930, alternados entre estilos modernos de telegráficos e fluentes tradicionais, foram escritas em um tom intenso e dramático, e estabeleceu sua reputação como um poeta político de esquerda e profeta. Ele tornou-se desconfortável nesse papel posteriormente em 1930, e abandonou-a depois que ele se mudou para os Estados Unidos em 1939, onde se tornou um cidadão americano em 1946. Seus poemas em 1940 exploraram temas religiosos e éticos de uma forma menos dramática do que seus trabalhos anteriores, mas ainda combinando formas tradicionais e estilos com novas formas concebidas por Auden para si mesmo. Na década de 1950 e 1960, muitos de seus poemas foram voltados para as formas em que palavras reveladas escondiam as emoções, e ele tomou um interesse particular por escritos libretos de ópera, uma forma ideal para a expressão direta de sentimentos fortes.[3]
Para os jovens intelectuais de esquerda ele foi a grande voz da década de 1930, "denunciando os males da sociedade capitalista, mas também alertando para a ascensão do totalitarismo":[4] algumas vezes demasiadamente político, sempre implicitamente radical e incômodo, pela frequência com que lançava mão, em seus poemas, de espiões, bordéis e impulsos reprimidos - sua homossexualidade estava por trás de várias referências pessoais, aparecendo insistentemente em sua poesia. Assim que T. S. Eliot publicou a primeira coletânea de Auden, Poemas (1930), ele foi imediatamente reconhecido como porta-voz de sua geração. Filho de médico, Auden foi educado na Escola Gresham e na Christ Church, em Oxford, onde se tornou o líder de uma "gangue" formada por Stephen Spender, Louis MacNeice e Cecil Day-Lewis (pai do ator Daniel Day-Lewis). Logo começou a colaborar com um amigo da escola preparatória, Christopher Isherwood, em peças esquerdistas que misturavam farsa e poesia. Em 1939, mudou-se com Isherwood para a América, onde conheceu aquele que se tornaria seu companheiro, Chester Kallman, com quem anos mais tarde escreveu libretos de ópera, incluindo The Rake's Progress, para Stravinsky.
Seu poema Stop all the clocks, cut off the telephone (ou Funeral Blues) foi utilizado no filme Quatro casamentos e um funeral (Título original: Four Weddings and a Funeral), de Mike Newell (1994).
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