O Amor e a Loucura — La Fontaine
Fábula No amor tudo é mistério: suas flechas e sua aljava, sua chama e sua infância eterna. Mas por que o amor é cego? Aconteceu que um certo dia o Amor e o Loucura brincavam juntos. Aquele ainda não era cego. Surgiu entre eles um desentendimento qualquer. Pretendeu então o Amor que se reunisse para tratar do assunto o conselho dos deuses. Mas a Loucura, impaciente, deu-lhe uma pancada tão violenta que lhe privou da visão. Vênus, mãe e mulher, pôs-se a clamar por vingança, aos gritos. E diante de Júpiter, Nêmesis — a deusa da vingança — e todos os juízes do Inferno, Vênus exigiu que aquele crime fosse reparado. Seu filho não podia ficar cego. Depois de estudar detalhadamente o caso, a sentença do supremo tribunal celeste consistiu em condenar a Loucura a servir de guia para o Amor. Jean de La Fontaine, O Amor e a Loucura. In Os Melhores Contos de Loucura. Org. de Flávio Moreira da Costa, 2007.

Michael Ende (Garmisch-Pantenkirchen, 12 de Novembro de 1929 — Filderstadt-Bonlanden, 29 de agosto de 1995) foi um escritor alemão de romances sobre fantasia e livros infantis e parte de um movimento antroposófico (estudo do homem sob o ponto de vista moral e intelectual).
ResponderExcluirFilho do pintor surrealista Edgar Ende, tornou-se conhecido por seu trabalho Die unendliche Geschichte (A História sem Fim), e seus outros livros incluem Momo e o senhor do tempo e Jim Knopf. Ele também foi o autor de Der satanarchäolügenialkohöllische Wunschpunsch (O Ponche dos Desejos), que serviu de base para a série animada Wunschpunsch, que costumava ser exibida no Brasil pela antiga Fox Kids.
Ele é um dos mais famosos autores do século XX, por seus sucesso com livros infantis, que convida o leitor a entrar em um estranho mundo cheio de símbolos visionários e o poder de se identificar com os heróis de suas histórias.
Os livros de Michael foram traduzidos em mais de quarenta idiomas e vendidos mais de vinte milhões de cópias.
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