A Porta Aberta - Conto de SAKI
A PORTA ABERTA SAKI — Minha tia já vai descer, sr. Nuttel — disse uma jovem dama de 15 anos, muito segura de si. — Enquanto isso, o senhor terá de me aturar. Framton Nuttel procurava dizer algo apropriado que lisonjeasse devidamente a sobrinha no momento, sem indevidamente menosprezar a tia de logo mais. De si para si, duvidava, mais do que nunca, que visitas de cortesia, como essa, a uma série de pessoas estranhas, beneficiassem muito o tratamento de nervos a que pretendiam submetê-lo. — Já sei como vai ser a coisa — dissera-lhe a irmã quando ele preparava sua retirada para aquele recanto de província. — Você vai se enterrar ali sem falar a vivalma e vai se aborrecer tanto que os seus nervos ficarão piores do que nunca. Por precaução, dou-lhe umas cartas de recomendação para todas as pessoas do lugar que são minhas conhecidas. Algumas delas, ao que me lembro, são bem agradáveis. Framton perguntava a si mesmo, agora, se a sra. Sappleton, a quem vinha apresentar uma daquel...

Ronald David Laing (Govanhill, Glasgow, 7 de Outubro de 1927 — Saint-Tropez, 23 de agosto de 1989) foi um psiquiatra britânico. Destacou-se por sua abordagem inovadora da doença mental e, particularmente, da experiência da psicose. Promoveu uma revolução de conceitos na sua área, ao buscar compreender a lógica por trás dos sintomas ditos irracionais.
ResponderExcluirAs ideias de Lang sobre as causas e o tratamento da disfunção mental grave, fortemente influenciadas pelo existencialismo, foram de encontro à psiquiatria ortodoxa. Para ele, os sentimentos expressos pelo paciente eram descrições válidas da experiência vivida, mais do que simples sintomas de um distúrbio. Laing foi associado ao movimento da antipsiquiatria, embora ele próprio rejeitasse o rótulo.[1] Politicamente, era considerado como um pensador da New Left.[2]
Na Psiquiatria, uma das suas contribuições teóricas mais importantes é O Eu Dividido (The Divided Self, 1960), no qual expõe a compreensão subjetiva, verdadeiramente psicológica, dos pacientes classificados como Esquizofrênicos. Essa obra contrasta com as teorias de psiquiatras da linha "organicista", como Kraepelin, que consideravam que os transtornos mentais eram meramente expressão de doenças orgânicas do cérebro. Trabalhou no Tavistock Institute of Human Relations, em Londres, entre 1956 e 1964.[3] Seu primeiro livro, The Divided Self: An Existential Study in Sanity and Madness (O Eu dividido) foi completado em Tavistock, em 1957, e publicado em 1960. Nele, Laing usa conceitos fenomenológico-existenciais para a compreensão dos chamados esquizofrênicos.
Em 1965 Laing e um grupo de colegas fundaram a Philadelphia Association, em Londres, e criaram um projeto de comunidade psiquiátrica em Kingsley Hall, onde pacientes e terapêutas viviam juntos.[4]
Um dos psiquiatras que trabalharam com ele, David Cooper, propôs que usassem o termo "antipsiquiatria" para se distinguirem dos psiquiatras tradicionais, mas Laing rejeitou a denominação, argumentando que a etimologia da palavra 'psiquiatria' era "medicina da alma" e isso - uma verdadeira psiquiatria - era o que ele buscava praticar e resgatar .
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ronald_Laing