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Jane Austen sem as partes chatas #Resenha

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JANE AUSTEN (1775–1817) A prosa de Jane Austen tem o decoro ideal do século XVIII. É convencional demais para o lirismo, mas eleva a inteligência a ponto de transformá-la em beleza. A prosa perfeita que Gibbon usou para o declínio e queda do Império Romano é usada por Austen para o declínio e queda da vaidade de uma garota provinciana. Seu humor nos passa a impressão de ser um subproduto de sua limpidez – as piadas são tão bem integradas no padrão perfeito que só reparamos que Austen as fez depois que já estamos rindo. Ela faz o uso mais elegante possível do humor inexpressivo. O principal a se saber sobre os romances de Jane Austen é que eles são literatura escapista. Você não precisa ser esperto para gostar de Jane Austen, nem ser muito atento, nem se preparar para fazer um exercício mental. Tudo de que você precisa são olhos. Se você deixar o livro no chão, quando voltar para casa o gato estará lendo. O público entendeu isso há muito tempo, e a moderna “indústria Austen” est...

Los 100 Mejores cuentos

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Os 100 Melhores contos da Literatura Universal INDICE A la deriva – Horacio Quiroga Aceite de perro – Ambrose Bierce Algunas peculiaridades de los ojos – Philip K. Dick Ante la ley – Franz Kafka Bartleby el escribiente – Herman Melville Bola de sebo – Guy de Mauppassant Casa tomada – Julio Cortázar Cómo se salvó Wang Fo – Marguerite Yourcenar Continuidad de los parques – Julio Cortázar Corazones solitarios – Rubem Fonseca Dejar a Matilde – Alberto Moravia Diles que no me maten – Juan Rulfo El ahogado más hermoso del mundo – Gabriel García Márquez El Aleph – Jorges Luis Borges El almohadón de plumas – Horacio Quiroga El artista del trapecio – Franz Kafka El banquete – Julio Ramón Ribeyro El barril amontillado – Edgar Allan Poe El capote – Nikolai Gogol El color que cayó del espacio – H.P. Lovecraft El corazón delator – Edgar Allan Poe El cuentista – Saki El cumpleaños de la infanta – Oscar Wilde El destino de un hombre – Mijail Sholoj...

A Classificação das Galáxias #Poema

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Ilustração: Oscar Holguin A CLASSIFICAÇÃO DAS GALÁXIAS Porque não chamamos as galáxias de sistemas estelares, que é exatamente o que são? — Isaac Asimov No céu nem tudo o que brilha são  estrelas galáxias são coleções de estrelas e as próprias galáxias  também formam grandes coleções conhecidas como aglomerados E esses formam outra entidade: os grandes superaglomerados com suas estruturas de galáxias em forma de teia de dezenas de milhões até centenas de milhões de anos-luz  Abell 2218, Zwicky 3146, Andrômeda as anãs de Baleia, Pégaso, Fornalha e Fênix Em cada centro, uma incandescência interstelar ou mais possivelmente um buraco negro Por sua rotação e seus movimentos lentos estendem-se com braços em imensos cata-vazios Galáxias são corpos de estupendos encaixes todos obedecendo a lei imutável da gravidade que faz delas belas espirais ou densas elípticas formadas por poeira microscópica em pedaços irregulares esfarelados no espaço ro...

Os Infos - #Poema

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Ilustração: Oscar Holguin OS INFOS Se no fundo do corpo material somente encontramos faíscas elétricas reagindo entre ácidos e bases é no corpo imaterial que devemos procurar a origem das nossas informações Pode ser que neste lugar onde vivem os pensamentos onde está o que se chama inteligência possamos encontrar o infinitivo abstrato o produto final das redundâncias da comunicação humana Neste lugar um dado qualquer se une a uma outra ideia e a união desses dois infos forma uma outra coisa também medida em infos Neste lugar a imaginação pode ser resumida a infos com sentido encontrados ao acaso num universo de possibilidades randômicas Neste lugar os infos transitam sem tempo nem espaço declinados de hora ou lugar e sem outros valores como de peso, por quilo ou por metro Neste lugar não há info disso ou info daquilo é info mesmo Mas esses infos todos quando se transportam em gente podem sumir de repen...

O Nada Também Consta. Poema de Herman Schmitz. Ilust. Oscar Holguin

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Ilustração: Oscar Holguin O NADA TAMBÉM CONSTA Herman Schmitz Um homem perde um lápis dentro de casa Procura em gavetas, em cima das mesas Vazia os bolsos no cesto de roupas sujas Procura e procura e não acha Porque razão há de se preocupar Afinal é só um lápis, e ainda bem usado Nada mais fácil em substituir por um novo Mas se por acaso perdeste tudo na vida As tuas coisas, o teu rumo, o teu conhecimento Perdeste até mesmo o teu reflexo na janela E hoje tem que viver com essa falta, essa ausência Com o nada absoluto do vazio total dentro de si Então... Dê alguns passos para trás e contemple: Fraquinho e demasiado pequeno para andar A criatura rasteja nesse espaço pequeno Desprende um odor adocicado de canela E tem um tubo de carvão por dentro O velho lápis escondeu-se depois que um risco seu marcou uma folha branca O escritor não me achará, — pensa aflito, escorregando porta afora, se preservando do escrito!

A Folha em Branco. Herman Schmitz #Poema #Escritor

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A FOLHA EM BRANCO  Ilustração Oscar Holguin Eis a folha em branco! A folha lívida que te desafia Um véu sedoso a encobrir o não dito Uma ausência do além se estendendo sobre epigramas que ainda nem existem Folha! Folha em branco! sedenta de tinta   de tipos de letras e expressões de formas e abstrações Cada palavra é uma opção Um risco de liberdade Predisposto a se revelar mesmo no sentido mais oculto ou inusitado Eis a folha em branco! Assim as letras caem sobre o papel no abismo gráfico no redemoinho no vórtice feroz das composições das encadernações, dos teletipos Mas o branco absoluto Por sua natureza imparcial Suporta tudo todas as ideologias todas as ondas todas as nuances todas as filosofias E todas as tintas insofismáveis E nessa geografia branca e negra O pior medo A mais terrível blasfêmia O signo cabalístico da infâmia TOTAL — Soletra-se:          ...

Nouveau Roman. Herman Schmitz (poema) Oscar Holguin (ilustração)

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Ilustração de Oscar Holguin Nouveau Roman Meu quark laranja, sua postagem aquela noite foi fundamental para o entendimento da solidão universal da raça humana. Você é um santo? Você é um gênio? Quem sou eu para saber, mas foi tão forte esse toque, foi tão sutil nas colocações, os links certos, os argumentos de mão cheia, até a música vibrava na medula da hora, com o subtexto aliciado ao contexto. Anéis de Saturno encantam a lua. Por Odim!!! Foi como estar no Valhala, junto com Allan Ginsberg uivando suavemente no meu ouvido aquela coisa toda sobre a América, mas que América que nada, era muito mais, era um planeta inteiro se remexendo em suas entranhas, desde as fossas abissais do pacífico, aos vulcões do Kilauea. Enquanto isso tudo circulava em 64 bits de emoção, ela, qual uma estrela solitária, dormia nos tempos do foguete e do navio antigravitacional. Herman Schmitz ₢2019