O Amor e a Loucura — La Fontaine
Fábula No amor tudo é mistério: suas flechas e sua aljava, sua chama e sua infância eterna. Mas por que o amor é cego? Aconteceu que um certo dia o Amor e o Loucura brincavam juntos. Aquele ainda não era cego. Surgiu entre eles um desentendimento qualquer. Pretendeu então o Amor que se reunisse para tratar do assunto o conselho dos deuses. Mas a Loucura, impaciente, deu-lhe uma pancada tão violenta que lhe privou da visão. Vênus, mãe e mulher, pôs-se a clamar por vingança, aos gritos. E diante de Júpiter, Nêmesis — a deusa da vingança — e todos os juízes do Inferno, Vênus exigiu que aquele crime fosse reparado. Seu filho não podia ficar cego. Depois de estudar detalhadamente o caso, a sentença do supremo tribunal celeste consistiu em condenar a Loucura a servir de guia para o Amor. Jean de La Fontaine, O Amor e a Loucura. In Os Melhores Contos de Loucura. Org. de Flávio Moreira da Costa, 2007.

Lúcio Lins (João Pessoa, 20 de fevereiro de 1948 — João Pessoa, 16 de abril de 2005) foi um poeta brasileiro.
ResponderExcluirAlém de poeta, era bacharel em Direito, formado pelos Institutos Paraibanos de Educação - IPÊ (atualmente UNIPÊ), 1989, em João Pessoa.
Publicou seu primeiro livro, Lado que cavo/que covas em 1982. Quase dez anos após, ressurgiu em nova edição, com As lãs da insônia (1991). A seguir, publicou Perdidos astrolábios (1999) e Histórias flutuantes - 25 anos de poesia. Dentre suas obras, a mais divulgada é Todas as águas.
Na área musical fez parcerias com Adeildo Vieira, Byaya, Chico César, Fubá e Zé Wagner.
Morreu aos 56 anos de idade, em conseqüência de câncer. A prefeitura municipal de João Pessoa prestou-lhe homenagem por ocasião de seu falecimento.
http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%BAcio_Lins