sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Intersecções — Cleber Pacheco (resenha)

*
Intersecções de Cleber Pacheco
Resenha por Herman Schmitz

Li este livro em apenas uma tarde, mesmo tentando me controlar para ler bem devagar, foi impossível. Depois disso ainda continuo folheando aqui e ali, pois sempre há algo para a captar-se. 

O livro é um devir que compactua com o tempo e a vida. É como um sopro da própria vida que se sente respirar de dentro do livro. Cleber Pacheco consegue de forma magistral um equilíbrio de linguagem entre a poética de imagens sutis e elegantes, e do outro lado, a prosa que narra o cotidiano simples e despojado de um casal, que em alguns parágrafos chegam a inquietar com as sugestões implícitas nas palavras efetivamente impressas.

Um dos temas do livro é o desejo. Os personagens fazem muitas listas, que são desejos sob pontos de vista diferentes. Ambos veem as necessidades de manutenção da casa e da vida, de compras de objetos de uso pessoal, de afazeres em geral, de um modo quase antagônico: 

"Poderia comprar um cão para deitar-se ao meu lado enquanto leio o jornal.  
Poderia comprar um gato para deitar-se em meu colo enquanto olho as revistas.
Poderia fazer mais ginástica e corrida para fortalecer os músculos.
Poderia fazer mais passeios para tomar chá com as amigas."

Portanto, o mais impactante no livro está no alcance "para além" dessas descrições breves, pois a maneira como o autor as vai interpolando, adquire um texto de fundo com um sentido maior ao livro, na verdade é mais que um sentido lógico, é um sentimento, uma espécie de paz que só nos ocorre em contato com as obras de arte mais genuínas. 

Sobre o autor
Cleber Pacheco tem Licenciatura Plena em Letras e Especialização em Filosofia: Epistemologia das Ciências Sociais. É mestre em Literatura Brasileira. Publicou livros em diversos gêneros literários: poesia, conto, novela, romance, teatro e crítica literária. Tem publicações em diversos países: Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Índia, Irlanda. Recebeu prêmios em teatro, poesia e crônica. Seu livro "Mysteries" foi premiado nos Estados Unidos. Faz parte do Conselho Editorial do International Journal of English Studies and Literature.

Título: Intersecções
Autor: Cleber Pacheco
Número de páginas: 92
Tamanho: 14cm X 21cm
ISBN: 978-85-5833-108-1
Editora: Penalux

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Antropologia da Arte

Arte - Alfred Gall

O antropólogo britânico Alfred Gell (1945-1997) desenvolve seu conceito de arte como parte de sua proposta de estabelecimento de uma nova antropologia da arte. Responsável por uma rotação de perspectivas nesse domínio, Gell revisa conceitos como obra de arte, artefato, tecnologia da arte, estética, encantamento, magia e estilo, o que resulta em uma complexa teoria sobre a agência do objeto artístico.

No artigo “A tecnologia do encanto e o encanto da tecnologia” (1992), o autor considera as diversas artes como partes de um vasto e frequentemente não reconhecido sistema técnico, que ele denomina “tecnologia do encanto”. Nessa perspectiva, objetos de arte seriam fruto de uma atividade técnica de transubstanciação engenhosa de materiais e das ideias a eles associados. Gell reivindica aí o emprego de um “filisteíismo metodológico”, postura de total indiferença do antropólogo no tocante ao valor estético das obras de arte. Para elucidá-la, utiliza como exemplo objetos de arte criados com a intenção de funcionar como “armas” em uma “guerra psicológica”; é o caso das tábuas que ornam as proas das canoas dos participantes do kula, sistema de trocas realizado pelas populações das ilhas Trobriand. A intenção por trás do uso dessas tábuas é fazer com que os parceiros da troca que estão em outras ilhas, ao observarem as canoas chegando, se deslumbrem a ponto de perderem os sentidos, oferecendo braceletes e colares mais valiosos do que de costume. A eficácia dos objetos de arte como componentes da tecnologia do encanto e o poder de fascinação que exercem são resultantes do encanto da tecnologia empregados em sua construção. Gell prioriza, assim, a análise da eficácia do objeto de arte, seu poder de agência.

No artigo “On Coote's ‘Marvels of everyday vision’” (1995), por sua vez, Gell realiza uma crítica à posição defendida pelo antropólogo britânico Jeremy Coote de que haveria sociedades que, mesmo sem produzir arte, possuiriam um conceito de estética. Coote utiliza como exemplo o conjunto de categorizações de cores, formas e padrões produzidos pelos Dinka do Sudão a partir das manchas e da coloração do gado, e que são projetadas na classificação de tudo aquilo que tange sua visualidade no dia a dia. A objeção de Gell a essas teses, que defendem a existência de uma estética Dinka, se volta ao pressuposto de que obras de arte não devem ser reduzidas a artefatos, podendo também englobar vegetais, seres animados, pinturas corporais e tatuagens, entre outros. A própria forma como os Dinka criam e enfeitam alguns de seus bois, enaltecendo e cultuando suas qualidades e atributos por meio de poemas e canções os convertem, para o autor, em objetos de arte. Para ele, razões estéticas (como a de “beleza”) são indissociáveis de razões práticas (como a de auferir “prestígio”). Em suma, sua crítica à posição de Coote reside em mostrar que não existe uma antropologia da estética que não seja também uma antropologia da arte, ou mais precisamente, uma antropologia dos objetos de arte. Também no ensaio “A rede de Vogel: armadilhas como obras de arte e obras de arte como armadilhas” (1996), Gell advoga o abandono da noção de estética pela antropologia da arte – que almeja desfazer distinções correntes entre obras de arte e “meros” artefatos – analisando a presença de uma rede de caça tradicional Zande em uma exposição de arte contemporânea. Se, ao veicularem significados, as obras de arte encarnam intencionalidades complexas, também os instrumentos, ao evocarem os nexos sociais de sua produção e uso, seriam candidatos potenciais à adjetivação de obras de arte.

Essas teses sobre o objeto artístico, desenvolvidas em uma série de artigos e intervenções do autor em debates acadêmicos, desembocarão no seu mais conhecido (e inacabado) livro sobre o tema, Art and Agency: an Anthropological Theory (1998). Lançada postumamente, a obra contem a proposta de uma metodologia para a antropologia da arte. Gell inova ao afirmar, na contra-corrente, que a arte seria menos um suporte de comunicação de sentidos simbólicos, que um sistema de ação e de mediação de relações sociais. Ao rejeitar definições sociológico-institucionais, estéticas e semióticas do objeto artístico – agora renomeado como “índice” – o autor propõe uma definição teórica, com ênfase nos seus processos de agência, intenção, causação, resultado e transformação.

O conceito de arte que Gell delineia ao longo de sua obra tornou-se uma referência incontornável para os estudos de antropologia da arte, devido às suas críticas aos limites das abordagens estética (oriunda da filosofia), institucional (da sociologia), interpretativa (da própria antropologia) e das aproximações de cunho mais historicista ou formalista (polarizadas entre os campos da história e da crítica de arte). Em diversos contextos etnográficos – que vão desde as terras altas da Papua-Nova Guiné, passando pela Oceania, Sul da Ásia, Índia e chegando até as terras baixas da Amazônia – as formulações de Alfred Gell permitiram que diversos antropólogos, impactados pelas possibilidades teóricas abertas pelo autor, não mais dissociassem a produção e a circulação de objetos de arte de suas propriedades de agência e de sua relação com tópicos de interesse da Antropologia que vão além do campo de estudo da arte.


E A, A enciclopédia
De <http://ea.fflch.usp.br/conceito/arte-alfred-gell>

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Machado de Assis — Misa de Gallo (Cuento trad.)


Machado de Assis (1839-1908)
Misa de gallo


(Missa do galo
Traducción de Elkin Obregón)



Nunca pude entender la conversación que tuve con una señora hace muchos años; tenía yo diecisiete, ella treinta. Era noche de Navidad. Había acordado con un vecino ir a la misa de gallo y preferí no dormirme; quedamos en que yo lo despertaría a medianoche.

La casa en la que estaba hospedado era la del escribano Meneses, que había estado casado en primeras nupcias con una de mis primas. La segunda mujer, Concepción, y la madre de ésta me acogieron bien cuando llegué de Mangaratiba a Río de Janeiro, unos meses antes, a estudiar preparatoria. Vivía tranquilo en aquella casa soleada de la Rua do Senado con mis libros, unas pocas relaciones, algunos paseos. La familia era pequeña: el notario, la mujer, la suegra y dos esclavas. Eran de viejas costumbres. A las diez de la noche toda la gente se recogía en los cuartos; a las diez y media la casa dormía. Nunca había ido al teatro, y en más de una ocasión, escuchando a Meneses decir que iba, le pedí que me llevase con él. Esas veces la suegra gesticulaba y las esclavas reían a sus espaldas; él no respondía, se vestía, salía y solamente regresaba a la mañana siguiente. Después supe que el teatro era un eufemismo. Meneses tenía amoríos con una señora separada del esposo y dormía fuera de casa una vez por semana. Concepción sufría al principio con la existencia de la concubina, pero al fin se resignó, se acostumbró, y acabó pensando que estaba bien hecho.

¡Qué buena Concepción! La llamaban santa, y hacía justicia al mote porque soportaba muy fácilmente los olvidos del marido. En verdad era de un temperamento moderado, sin extremos, ni lágrimas, ni risas. En el capítulo del que trato, parecía mahometana; bien habría aceptado un harén, con las apariencias guardadas. Dios me perdone si la juzgo mal. Todo en ella era atenuado y pasivo. El propio rostro era mediano, ni bonito ni feo. Era lo que llamamos una persona simpática. No hablaba mal de nadie, perdonaba todo. No sabía odiar; puede ser que ni supiera amar.

Aquella noche el escribano había ido al teatro. Era por los años 1861 o 1862. Yo debería de estar ya en Mangaratiba de vacaciones; pero me había quedado hasta Navidad para ver la misa de gallo en la Corte[1]. La familia se recogió a la hora de costumbre, yo permanecí en la sala del frente, vestido y listo. De ahí pasaría al corredor de la entrada y saldría sin despertar a nadie. Había tres copias de las llaves de la puerta; una la tenía el escribano, yo me llevaría otra y la tercera se quedaba en casa.

—Pero, señor Nogueira, ¿qué hará usted todo este tiempo? —me preguntó la madre de Concepción.

—Leer, doña Ignacia.

Llevaba conmigo una novela, Los tres mosqueteros, en una vieja traducción del Jornal do Comércio. Me senté en la mesa que estaba en el centro de la sala, y a la luz de un quinqué, mientras la casa dormía, subí una vez más al magro caballo de D’Artagnan y me lancé a la aventura. Dentro de poco estaba yo ebrio de Dumas. Los minutos volaban, muy al contrario de lo que acostumbran hacer cuando son de espera; oí que daban las once, apenas, de casualidad. Mientras tanto, un pequeño rumor adentro llegó a despertarme de la lectura. Eran unos pasos en el corredor que iba de la sala al comedor; levanté la cabeza; enseguida vi un bulto asomarse en la puerta, era Concepción.

—¿Todavía no se ha ido? —preguntó.

—No, parece que aún no es medianoche.

—¡Qué paciencia!

Concepción entró en la sala, arrastraba las chinelas. Traía puesta una bata blanca, mal ceñida a la cintura. Era delgada, tenía un aire de visión romántica, como salida de mi novela de aventuras. Cerré el libro; ella fue a sentarse en la silla que quedaba frente a mí, cerca de la otomana. Le pregunté si la había despertado sin querer, haciendo ruido, pero ella respondió enseguida:

—¡No! ¡Cómo cree! Me desperté yo sola.

La encaré y dudé de su respuesta. Sus ojos no eran de alguien que se acabara de dormir; parecían no haber empezado el sueño. Sin embargo, esa observación, que tendría un significado en otro espíritu, yo la deseché de inmediato, sin advertir que precisamente tal vez no durmiese por mi causa y que mintiese para no preocuparme o enfadarme. Ya dije que ella era buena, muy buena.

—Pero la hora ya debe de estar cerca.

—¡Qué paciencia la suya de esperar despierto mientras el vecino duerme! ¡Y esperar solo! ¿No le dan miedo las almas del otro mundo? Observé que se asustaba al verme.

—Cuando escuché pasos, me pareció raro; pero usted apareció enseguida.

—¿Qué estaba leyendo? No me diga, ya sé, es la novela de los mosqueteros.

—Justamente; es muy bonita.

—¿Le gustan las novelas?

—Sí.

—¿Ya leyó La morenita[2]?

—¿Del doctor Macedo? La tengo allá en Mangaratiba.

—A mí me gustan mucho las novelas, pero leo poco, por falta de tiempo. ¿Qué novelas ha leído?

Comencé a nombrar algunas. Concepción me escuchaba con la cabeza recargada en el respaldo, metía los ojos entre los párpados a medio cerrar, sin apartarlos de mí. De vez en cuando se pasaba la lengua por los labios, para humedecerlos. Cuando terminé de hablar no me dijo nada; nos quedamos así algunos segundos. Enseguida vi que enderezaba la cabeza, cruzaba los dedos y se apoyaba sobre ellos mientras los codos descansaban en los brazos de la silla; todo esto lo había hecho sin desviar sus astutos ojos grandes.

«Tal vez esté aburrida», pensé.

Y luego añadí en voz alta:

—Doña Concepción, creo que se va llegando la hora, y yo…

—No, no, todavía es temprano. Acabo de ver el reloj; son las once y media. Hay tiempo. ¿Usted si no duerme de noche es capaz de no dormir de día?

—Lo he hecho.

—Yo no; si no duermo una noche, al otro día no soporto, aunque sea media hora debo dormir. Pero también es que me estoy haciendo vieja.

—Qué vieja ni qué nada, doña Concepción.

Mi expresión fue tan emotiva que la hizo sonreír. Habitualmente sus gestos eran lentos y sus actitudes tranquilas; sin embargo, ahora se levantó rápido, fue al otro lado de la sala y dio unos pasos, entre la ventana de la calle y la puerta del despacho de su marido. Así, con su desaliño honesto, me daba una impresión singular. A pesar de que era delgada, tenía no sé qué cadencia en el andar, como alguien que le cuesta llevar el cuerpo; ese gesto nunca me pareció tan de ella como en aquella noche. Se detenía algunas veces, examinaba una parte de la cortina, o ponía en su lugar algún adorno de la vitrina; al fin se detuvo ante mí, con la mesa de por medio. El círculo de sus ideas era estrecho; volvió a su sorpresa de encontrarme despierto, esperando. Yo le repetí lo que ella ya sabía, es decir, que nunca había oído la misa de gallo en la Corte, y no me la quería perder.

—Es la misma misa de pueblo; todas las misas se parecen.

—Ya lo creo; pero aquí debe haber más lujo y más gente también. Oiga, la Semana Santa en la Corte es más bonita que en los pueblos. Y qué decir de las fiestas de San Juan, y las de San Antonio…

Poco a poco se había inclinado; apoyaba los codos sobre el mármol de la mesa y metía el rostro entre sus manos abiertas. No traía las mangas abotonadas, le caían naturalmente, y le vi la mitad de los brazos, muy claros y menos delgados de lo que se podría suponer. Aunque el espectáculo no era una novedad para mí, tampoco era común; en aquel momento, sin embargo, la impresión que tuve fue fuerte. Sus venas eran tan azules que, a pesar de la poca claridad, podía contarlas desde mi lugar. La presencia de Concepción me despertó aún más que la del libro. Continué diciendo lo que pensaba de las fiestas de pueblo y de ciudad, y de otras cosas que se me ocurrían. Hablaba enmendando los temas, sin saber por qué, variándolos y volviendo a los primeros, y riendo para hacerla sonreír y ver sus dientes que lucían tan blancos, todos iguales. Sus ojos no eran exactamente negros, pero sí oscuros; la nariz, seca y larga, un poquito curva, le daba a su cara un aire interrogativo. Cuando yo subía el tono de voz, ella me reprimía:

—¡Más bajo! Mamá puede despertarse.

Y no salía de aquella posición, que me llenaba de gusto, tan cerca quedaban nuestras caras. Realmente, no era necesario hablar en voz alta para ser escuchado; murmurábamos los dos, yo más que ella, porque hablaba más; ella, a veces, se quedaba seria, muy seria, con la cabeza un poco torcida. Finalmente se cansó; cambió de actitud y de lugar. Dio la vuelta y vino a sentarse a mi lado, en la otomana. Volteé, y pude ver, de reojo, la punta de las chinelas; pero fue sólo el tiempo que a ella le llevó sentarse, la bata era larga y se las tapó enseguida. Recuerdo que eran negras. Concepción dijo bajito:

—Mamá está lejos, pero tiene el sueño muy ligero, si despierta ahora, pobre, se le va a ir el sueño.

—Yo también soy así.

—¿Cómo? —preguntó ella inclinando el cuerpo para escuchar mejor.

Fui a sentarme en la silla que quedaba al lado de la otomana y le repetí la frase. Se rió de la coincidencia, también ella tenía el sueño ligero; éramos tres sueños ligeros.

—Hay ocasiones en que soy igual a mamá; si me despierto me cuesta dormir de nuevo, doy vueltas en la cama a lo tonto, me levanto, enciendo una vela, paseo, vuelvo a acostarme y nada.

—Fue lo que le pasó hoy.

—No, no —me interrumpió ella.

No entendí la negativa; puede ser que ella tampoco la entendiera. Agarró las puntas del cinturón de la bata y se pegó con ellas sobre las rodillas, es decir, la rodilla derecha, porque acababa de cruzar las piernas. Después habló de una historia de sueños y me aseguró que únicamente había tenido una pesadilla, cuando era niña. Quiso saber si yo las tenía. La charla se fue hilvanando así lentamente, largamente, sin que yo me diese cuenta ni de la hora ni de la misa. Cuando acababa una narración o una explicación, ella inventaba otra pregunta u otro tema, y yo tomaba de nuevo la palabra. De vez en cuando me reprimía:

—Más bajo, más bajo.

Había también unas pausas. Dos o tres veces me pareció que dormía, pero sus ojos cerrados por un instante se abrían luego, sin sueño ni fatiga, como si los hubiese cerrado para ver mejor. Una de esas veces, creo, se dio cuenta de lo embebido que estaba yo de su persona, y recuerdo que los volvió a cerrar, no sé si rápido o despacio. Hay impresiones de esa noche que me aparecen truncadas o confusas. Me contradigo, me cuesta trabajo. Una de ésas que todavía tengo frescas es que, de repente, ella, que apenas era simpática, se volvió linda, lindísima. Estaba de pie, con los brazos cruzados; yo, por respeto, quise levantarme; no lo permitió, puso una de sus manos en mi hombro, y me obligó a permanecer sentado. Pensé que iba a decir alguna cosa, pero se estremeció, como si tuviese un escalofrío, me dio la espalda y fue a sentarse en la silla, en donde me encontrara leyendo. Desde allí, lanzó la vista por el espejo que quedaba encima de la otomana, habló de dos grabados que colgaban de la pared.

—Estos cuadros se están haciendo viejos. Ya le pedí a Chiquinho que compremos otros.

Chiquinho era el marido. Los cuadros hablaban del asunto principal de este hombre. Uno representaba a «Cleopatra»; no recuerdo el tema del otro, eran mujeres. Vulgares ambos; en aquel tiempo no me parecieron feos.

—Son bonitos —dije.

—Son bonitos, pero están manchados. Y además, para ser francos, yo preferiría dos imágenes, dos santas. Éstas se ven más apropiadas para cuarto de muchacho o de barbero.

—¿De barbero? Usted no ha ido a ninguna barbería.

—Pero me imagino que los clientes, mientras esperan, hablan de señoritas y de enamoramientos, y naturalmente el dueño de la casa les alegra la vista con figuras bonitas. En casa de familia es que no me parece que sea apropiado. Es lo que pienso; pero yo pienso muchas cosas; así, raras. Sea lo que sea, no me gustan los cuadros. Yo tengo una Nuestra Señora de la Concepción, mi patrona, muy bonita; pero es escultura, no se puede poner en la pared, ni yo quiero, está en mi oratorio.

La idea del oratorio me trajo la de la misa, me recordó que podría ser tarde y quise decirlo. Creo que llegué a abrir la boca, pero luego la cerré para escuchar lo que ella contaba, con dulzura, con gracia, con tal languidez que le provocaba pereza a mi alma y la hacía olvidarse de la misa y de la iglesia. Hablaba de sus devociones de niña y señorita. Después se refería a unas anécdotas, historias de paseos, reminiscencias de Paquetá[3], todo mezclado, casi sin interrupción. Cuando se cansó del pasado, habló del presente, de los asuntos de la casa, de los cuidados de la familia que, desde antes de casarse, le habían dicho que eran muchos, pero no eran nada. No me contó, pero yo sabía que se había casado a los veintisiete años.

Y ahora no se cambiaba de lugar, como al principio, y casi no salía de la misma actitud. No tenía los grandes ojos largos, y empezó a mirar a lo tonto hacia las paredes.

—Necesitamos cambiar el tapiz de la sala —dijo poco después, como si hablara consigo misma.

Estuve de acuerdo para decir alguna cosa, para salir de la especie de sueño magnético, o lo que sea que fuere que me cohibía la lengua y los sentidos. Quería, y no, acabar la charla; hacía un esfuerzo para desviar mis ojos de ella, y los desviaba por un sentimiento de respeto; pero la idea de que pareciera que me estaba aburriendo, cuando no lo era, me llevaba de nuevo los ojos hacia Concepción. La conversación moría. En la calle, el silencio era total.

Llegamos a quedarnos por algún tiempo —no puedo decir cuánto— completamente callados. El rumor, único y escaso, era un roído de ratón en el despacho, que me despertó de aquella especie de somnolencia; quise hablar de ello, pero no encontré la manera. Concepción parecía divagar. Un golpe en la ventana, por fuera, y una voz que gritaba: «¡Misa de gallo!, ¡misa de gallo!».

—Allí está su compañero, qué gracioso; usted quedó de ir a despertarlo, y es él quien viene a despertarlo a usted. Vaya, que ya debe de ser la hora; adiós.

—¿De verdad? —pregunté.

—Claro.

—¡Misa de gallo! —repitieron desde afuera, golpeando.

—Vaya, vaya, no se haga esperar. La culpa ha sido mía. Adiós, hasta mañana.

Y con la misma cadencia del cuerpo, Concepción entró por el corredor adentro, pisaba mansamente. Salí a la calle y encontré al vecino que me esperaba. Nos dirigimos de allí a la iglesia. Durante la misa, la figura de Concepción se interpuso más de una vez entre el sacerdote y yo; que se disculpe esto por mis diecisiete años. A la mañana siguiente, en la comida, hablé de la misa de gallo y de la gente que estaba en la iglesia, sin excitar la curiosidad de Concepción. Durante el día la encontré como siempre, natural, benigna, sin nada que hiciera recordar la charla de la víspera. Para Año Nuevo fui a Mangaratiba. Cuando regresé a Río de Janeiro, en marzo, el escribano había muerto de una apoplejía. Concepción vivía en Engenho Novo, pero no la visité, ni me la encontré. Más tarde escuché que se había casado con el escribiente sucesor de su marido.


***

[1] El autor alude a la ciudad de Río de Janeiro, por esos años capital del Imperio bajo el reinado de don Pedro II. (N. del T.)

[2] A Moreninha (1844), de Joaquim Manuel de Macedo, fue una novela muy popular en el Brasil de esos años. (N. del T.)

[3] Isla distante unas pocas millas de la bahía de Guanabara. Por esos años muy frecuentada como lugar de paseo o verano de la sociedad carioca. (N. del T.)

***

Páginas recogidas (1899)

sábado, 6 de agosto de 2016

Um Louco — Guy de Maupassant (Conto)

UM LOUCO

Guy de Maupassant


Ele morreu como chefe de um tribunal de alta instância, magistrado íntegro cuja vida impecável era citada em todas as cortes da França. Advogados, jovens conselheiros e juízes o cumprimentavam inclinando-se profundamente, em sinal de enorme respeito, diante de sua figura alta, branca e magra, iluminada por dois olhos brilhantes e profundos.

Passara a vida perseguindo o crime e protegendo os fracos. Escroques e assassinos nunca haviam tido inimigo mais temível, pois ele parecia ler, no fundo de suas almas, seus pensamentos secretos, e desvendar, com um passar de olhos, todos os mistérios de suas intenções.

Morreu então, aos 82, cercado de homenagens e acompanhado pelo lamento de todo um povo. Soldados de calças vermelhas o escoltaram até seu túmulo e homens de gravatas brancas lançaram sobre seu caixão palavras tristes e lágrimas que pareciam verdadeiras.

Pois bem, eis o estranho papel que o escrivão, desnorteado, descobriu na escrivaninha onde ele costumava trancar os dossiês dos grandes criminosos.

Seu título era:

POR QUÊ?

20 de junho de 1851 — Saio da sessão. Condeno Blondel à morte! Por que, afinal, havia aquele homem matado seus cinco filhos? Por quê? Muitas vezes encontramos pessoas para quem destruir a vida é uma volúpia. Sim, sim, deve ser uma volúpia, talvez a maior de todas, pois matar não é o que mais se assemelha a criar? Fazer e destruir. Estas duas palavras encerram a história dos universos, toda a história dos mundos, tudo o que existe, tudo! Por que matar é embriagador?

Pensar que ali está um ser que vive, que anda, que corre… Um ser? O que é um ser? Essa coisa animada, que traz em si o princípio do movimento e uma vontade que determina esse movimento! Essa coisa a nada se prende. Seus pés não se unem ao solo. É um grão de vida que se mexe sobre a terra; e este grão de vida, vindo não sei de onde, podemos destruir como quisermos. E então nada, mais nada. Apodrece, acaba.

26 de junho — Por que, então, é crime matar? É, por quê? Pelo contrário, é a lei da natureza. Todo ser tem como missão matar: ele mata para viver e mata por matar.

Matar está em nossa índole; é preciso matar! O animal mata sem parar, o dia todo, a todo instante de sua existência. O homem mata sem parar para se alimentar, mas como tem necessidade de matar também por volúpia, ele inventou a caça! A criança mata os insetos que encontra, os passarinhos, todos os pequenos animais que lhe caem nas mãos. Mas isto não basta à irresistível necessidade de massacre que há em nós. Não é suficiente matar o animal, precisamos também matar o homem. Antigamente, satisfazia-se este desejo com os sacrifícios humanos. Hoje, a necessidade de viver em sociedade fez do assassinato um crime. Condena-se e pune-se o assassino! Mas como não podemos nos entregar a este instinto natural e impiedoso da morte, aliviamo-nos de tempos em tempos por meio de guerras onde todo um povo destrói outro povo. Temos então uma orgia de sangue, uma orgia na qual se precipitam os exércitos e da qual continuam a se embebedar os burgueses, mulheres e crianças que leem, à noite, sob a lamparina, a narrativa exaltada dos massacres.

E poder-se-ia dizer que desprezamos aqueles destinados a realizar essas carnificinas de homens! Não. Nós os cobrimos de honrarias! Nós os vestimos com ouro e tecidos brilhantes, eles usam plumas na cabeça, enfeites sobre o peito, e nós lhes damos cruzes, recompensas, títulos de toda natureza. Eles são orgulhosos, respeitados, amados pelas mulheres, aclamados pela multidão, unicamente porque têm por missão espalhar o sangue humano! Eles arrastam pelas ruas seus instrumentos de morte que o passante vestido de negro olha com inveja. Porque matar é a grande lei lançada pela natureza no coração do ser! Nada há de mais belo e mais honorável do que matar!

30 de junho — Matar é a lei; porque a natureza ama a eterna juventude. Ela parece gritar em todos os seus atos inconscientes: “Depressa! Depressa! Depressa! ” Mais ela destrói, mais se renova.

2 de julho — O ser, o que é o ser? Tudo e nada. Pelo pensamento, ele é o reflexo de tudo. Pela memória e pela ciência, é um resumo do mundo, do qual traz em si a história. Espelho de coisas e espelho de fatos, cada ser humano toma-se um pequeno universo no universo!

Mas viaje, veja fervilharem as raças, e o homem nada mais é! Mais nada, nada! Suba num barco, afaste-se da margem coberta pela multidão e logo nada verá além da costa. O ser imperceptível desaparece, de tão pequeno e insignificante. Atravesse a Europa num trem veloz e olhe pela janela. Homens, homens, sempre homens, inúmeros, desconhecidos, que fervilham nos campos, que fervilham nas ruas; camponeses estúpidos sabendo apenas revirar a terra; mulheres horrendas sabendo apenas fazer a sopa do macho e engravidar. Vá às índias, vá à China, e continuará a ver agitarem-se milhares de seres que nascem, vivem e morrem sem deixar mais traços do que a formiga esmagada nas estradas. Vá ao país dos negros, refugiados em barracos de barro; ao país dos árabes brancos, abrigados sob uma barraca marrom que flutua ao vento, e compreenderá que o ser isolado, determinado, não é nada, nada. A raça é tudo! O que é o ser, o ser qualquer de uma tribo errante do deserto? E essas pessoas, que são sábias, não se inquietam com a morte. O homem não conta para eles. Mata-se seu inimigo: é a guerra. Isto já era feito outrora, de castelo em castelo, de província em província.

Sim, atravesse o mundo e veja fervilharem os humanos incontáveis e desconhecidos. Desconhecidos? Ah! Eis a palavra do problema! Matar é crime porque nós enumeramos os seres. Quando eles nascem, nós os inscrevemos, nomeamos, batizamos. A lei os captura! É claro! O ser que não é registrado não conta; mate-o na campina ou no deserto, mate-o na montanha ou na planície, dá na mesma! A natureza ama a morte; ela não pune!

O que é sagrado, por exemplo, é o estado civil! Claro! É ele quem defende o homem. O homem é sagrado porque está inscrito no estado civil! Respeito ao estado civil, o Deus legal! De joelhos!

O Estado pode matar, porque ele tem o direito de modificar o estado civil. Quando ele faz decapitar 200 mil homens numa guerra, ele os risca em seu estado civil, ele os suprime pela mão de seus escrivães. Está feito. Mas nós, que não podemos alterar as escrituras dos cartórios, nós devemos respeitar a vida. Estado civil, gloriosa Divindade que reinas nos templos das municipalidades, eu te saúdo. És mais forte que a Natureza. Ah! Ah!

3 de julho — Matar deve ser um saboroso e estranho prazer, ter ali, diante de si, o ser vivo, pensante; fazer um pequeno furo, apenas um pequeno furo, ver escorrer esta coisa vermelha que é o sangue, que faz a vida, e só ter diante de si um monte de carne mole, fria, inerte, vazia de pensamento!

5 de agosto — Eu, que passei minha vida julgando, condenando, matando pelas palavras pronunciadas, matando pela guilhotina aqueles que haviam matado pela faca, eu! eu! se eu fizesse como todos os assassinos que atingi, eu! eu! quem saberia?

Quem saberia? Desconfiariam de mim, de mim, sobretudo se escolhesse um ser que não tivesse qualquer interesse em suprimir?

15 de agosto — A tentação! A tentação entrou em mim como um verme que rasteja. Ela rasteja, ela vai; ela passeia por todo o meu corpo, por meu espírito, que só pensa nisto: matar; por meus olhos, que sentem necessidade de olhar para o sangue, de ver morrer; por meus ouvidos, pelos quais passa sem cessar alguma coisa desconhecida, horrível, dilacerante e aterradora, como o último grito de um ser; por minhas pernas, onde treme o desejo de ir, de ir ao local onde a coisa acontecerá; por minhas mãos que se agitam com a necessidade de matar. Como deve ser bom, raro, digno de um homem livre, acima dos outros, senhor de seu coração e que busca sensações refinadas!

22 de agosto — Eu não podia mais resistir. Matei um animalzinho para ensaiar, para começar.

Jean, meu empregado tinha um canário numa gaiola suspensa à janela do escritório. Mandei-o fazer umas compras e peguei o passarinho em minha mão na qual eu sentia bater seu coração. Ele sentia calor. Subi para o meu quarto. De vez em quando, eu o apertava com mais força; seu coração batia mais depressa, era atroz e delicioso. Quase o sufoquei. Mas eu veria o sangue.

Então peguei a tesoura, uma tesourinha de unhas, e cortei-lhe a garganta com três golpes, bem devagar. Ele abria o bico, tentava escapar de mim. Mas eu o segurava, ah!, eu o segurava — eu teria segurado um buldogue — e vi o sangue escorrer. Como é belo, vermelho, reluzente, claro o sangue! Eu tinha vontade de bebê-lo. Molhei nele a ponta de minha língua! É bom. Mas tinha tão pouco sangue esse pobre passarinho! Não tive tempo de gozar daquela visão como gostaria. Deve ser fantástico ver sangrar um touro.

E depois fiz como os assassinos, como os de verdade. Lavei a tesoura, lavei minhas mãos; joguei fora a água e levei o corpo, o cadáver, para o jardim para enterrá-lo. Enfiei-o debaixo de um pé de morango. Nunca o encontrarão. Comerei todos os dias um morango daquele pé. Realmente, como se pode gozar a vida, quando se sabe!

Meu empregado chorou; ele acredita que seu pássaro fugiu. Como suspeitaria de mim? Ah! Ah!

25 de agosto — E preciso que eu mate um homem! É preciso.

30 de agosto — Está feito. Como é pouco!

Eu tinha ido passear no bosque de Vernes. Não pensava, não, em nada. Eis uma criança no caminho, um garotinho que comia um pão com manteiga. Ele pára ao me ver passar e diz:

— Bom dia, seu presidente.

E o pensamento me entra na cabeça: "E se eu o matasse?"

Respondo:

— Está sozinho, meu menino?

— Estou sim, senhor.

— Sozinho no bosque?

— Estou sim, senhor.

A vontade de matá-lo me inebriava como álcool. Aproximei-me devagar, certo de que ele iria fugir. E eis que o pego pela garganta... eu o aperto, aperto-o com toda a minha força! Ele me olhou com olhos de pavor! Que olhos! Redondos, profundos, límpidos, terríveis! Nunca senti uma emoção tão brutal… mas tão curta! Ele segurava meus punhos com suas mãozinhas, e seu corpo se retorcia como uma pluma ao fogo. Então não se mexeu mais.

Meu coração batia, ah! O coração do pássaro! Atirei o corpo no fosso, depois joguei mato por cima.

Voltei para casa, jantei bem. Como é pouco! A noite, eu estava muito alegre, leve, remoçado, estive na casa do prefeito. Acharam-me espiritual.

Mas não vi o sangue! Estou tranquilo.

30 de agosto — Descobriram o cadáver. Procuram o assassino. Ah! Ah!

1º de setembro — Prenderam dois andarilhos. Faltam provas.

2 de setembro — Os pais vieram me ver. Choraram! Ah! Ah!

6 de outubro — Nada descobriram. Algum vagabundo errante teria feito aquilo. Ah! Ah! Se eu tivesse visto o sangue escorrer, acho que estaria tranquilo agora.

10 de outubro — A vontade de matar me corre pelos ossos. É comparável aos males de amor que nos torturam aos 20 anos.

20 de outubro — Mais um. Eu ia pela margem do rio, depois do almoço. E vi, debaixo de um salgueiro, um pescador adormecido. Era meio-dia. Uma pá parecia estar, de propósito, plantada num campo de batatas ali perto.

Eu a apanhei, voltei; ergui-a como uma clava e, de um só golpe, com a lâmina, rachei a cabeça do pescador. Ah! ele sangrou! Um sangue rosado, cheio de miolos! Escorria para a água, bem devagar. E eu parti num passo grave. Se me tivessem visto! Ah! Ah! Eu daria um excelente assassino.

25 de outubro — O caso do pescador provoca um grande tumulto. Acusam seu sobrinho, que pescava com ele.

26 de outubro — O promotor afirma que o sobrinho é culpado. Todos na cidade acreditam nisso. Ah! Ah!

27 de outubro — O sobrinho defende-se bem mal. Tinha ido à aldeia comprar pão e queijo, afirma. Jura que mataram o seu tio durante sua ausência! Quem acreditaria nele?

28 de outubro — O sobrinho quase confessou, de tanto que o fizeram perder a cabeça! Ah! Ah! A justiça!

15 de novembro — Há provas arrasadoras contra o sobrinho, que herdaria os bens do tio. Eu presidirei o julgameto.

15 de janeiro — À morte! à morte! à morte! Fiz com que fosse condenado à morte. Ah! Ah! O advogado de acusação falou como um anjo! Ah! Ah! Mais um. Irei assistir à execução.

10 de março — Acabou. Ele foi guilhotinado esta manhã. Está muito bem morto! Muito bem! Aquilo me deu prazer! Como é bonito ver cortar a cabeça de um homem! O sangue jorrou como uma corrente, como uma corrente! Oh! Se eu pudesse, gostaria de me banhar nela. Que vontade de me deitar ali embaixo, de receber aquilo em meus cabelos e em meu rosto, e de me levantar todo vermelho, todo vermelho! Ah! Se soubessem!

Agora esperarei, posso esperar. Seria preciso tão pouco para me deixar apanhar.

O manuscrito continha ainda muito mais páginas, mas sem relatar qualquer crime novo.

Os médicos alienistas, a quem ele foi confiado, afirmam existir no mundo muitos loucos ignorados, tão hábeis e tão temíveis quanto este monstruoso demente.


***

Título original: Un Fou
Publicado pela primeira vez em 1885
Tradução de CELINA PORTOCARRERO

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Balzac — AO “CHAT-QUI-PELOTE” - Ilustrações

HONORÉ DE BALZAC - AO “CHAT-QUI-PELOTE”
(...) uma manhã chuvosa do mês de março, um rapaz, cuidadosamente envolto na sua capa, estava sob o telheiro da loja fronteira àquela velha habitação e parecia examiná-la com o entusiasmo de um arqueólogo.

***

— Está vendo o que o amor me fez fazer? — sussurrou o artista ao ouvido da tímida criatura, que ficou apavorada com essas palavras.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Dia do Escritor

Os Escritores



Foi somente no início do século XIX que a autoria passou a experimentar uma evolução que a converteria em uma profissão cuja recompensa podia ser a riqueza e também a fama.

Anteriormente, o aspirante a autor tinha que elaborar uma lista de subscrições antes de publicar algo, e as vendas se limitavam aos quais estivesse se inscrito nela. Não se imprimiam mais exemplares além do que era previsto.

Este método, conhecido como o sistema de mecenato, era a única esperança de autossuficiência para um autor em tempos onde a maior parte das pessoas não sabiam ler, e onde somente uns poucos tinham dinheiro para comprar livros, tempo para lê-los ou o acesso fácil às suas fontes de distribuição.

Porém a tecnologia da imprensa alterou esse cenário. Ficava mais barato imprimir, encadernar e enviar os livros. Assim, multiplicaram-se as redes de transporte, as quais permitiam distribuir os livros cada vez mais distantes do lugar de publicação.

Os membros da classe média em expansão voltaram seus olhos para os livros em busca de conhecimento e lazer, e talvez acima de tudo, ampliar a sua experiência no mundo.

Agora, em lugar de limitar-se a um grupo limitado de mecenas, os autores podiam sonhar em atingir um grande número de pessoas e de qualquer condição.

Seus livros, vendidos a preços baixos, mas em enormes quantidades, podiam proporcionar aos escritores uma fama e uma fortuna que nunca haviam alcançado antes na história da literatura.


***
(Adaptado de Nina Baym na introdução ao romance A Letra Escarlate de Nathaniel Hawthorne).

terça-feira, 28 de junho de 2016

Livros relacionados com a técnica literária

Livros relacionados com a técnica literária



"21 Escritores Brasileiros: Uma Viagem entre Mitos e Motes", Suênio Campos de Lucena

"200 mil situações dramáticas", Etienne Soriau

"A Análise da Narrativa", Yves Reuters

"A Arte da Ficção", John Gardner

"A Arte da Palavra - Como Criar um Estilo Pessoal na Comunicação Escrita", Gabriel Perissé

"A Arte de Escrever Ensinada em Vinte Lições", Antoine Albalat

"A Arte de Interpretar Textos", Marcello Portela

"A Arte de Ler", Mortimer J. Adler e Charles Van Doren

"A Arte do Romance", Henry James

"A Arte do Romance", Milan Kundera

"A Arte Poética", Nicolas Boileau-Despréaux

"A Ascensão do Romance", Ian Watt

"A Aventura de Escrever", Suzanne Lipsett

"A Criação Literária", Cyro dos Anjos

"A Criação Literária", Massaud Moisés

"A Crítica Literária no Brasil", Wilson Martins

"A Difícil Arte de Escrever Fácil", Ganymédes José

"A Escritura de Clarice Lispector", Olga de Sá

"A Escrituração da Escrita", Gilberto Mendonça Teles

"A Expressão do Tempo em Português", Rodolfo Ilari

"A Ficção e as Imagens da Vida", William H. Gass

"A Formação do Estilo pela Assimilação dos Autores", Antoine Albalat

"A Formação do Leitor Literário", Teresa Colomer

"A Jornada do Escritor", Christopher Vogler

"A Liberdade de Escrever", Érico Veríssimo

"A Linguagem Literária", Domício Proença Filho

"A Literatura e o Leitor: Textos de Estética da Recepção", Hans Robert Jauss

"A Lógica da Criação Literária", Kate Hamburger

"A Mulher Escrita", Lúcia Castello Branco e Ruth Silviano Brandão

"A Música Popular no Romance Brasileiro", José Ramos Tinhorão

"A Obra Aberta", Umberto Eco

"A Personagem de Ficção", Antonio Cândido

"A Poética Clássica", Longino, Aristóteles e Horácio

"A Política e o Romance", Irving Howe

"A Prosa Vanguardista na Literatura Brasileira: Oswald de Andrade", Kenneth David Jackson

"A Razão Narrativa", Jean-Pierre Faye

"A Recepção Crítica", Salete de Almeida Cara

"A Sociologia do Romance", Lucien Goldmann

"A Sombra e a Chama - As Mulheres d'O Tempo e o Vento", Leila Almeida

"A Técnica da Ficção", Pierce Lubbock

"A Técnica Literária e seus Problemas", Carmelo Bonet

"A Teoria do Romance", Georg Lukacs

"A Tradição Regionalista no Romance Brasileiro", José Maurício Gomes de Almeida

"A Verdade da Ficção - Crítica do Romance", Antonio Olinto

"Análise Estrutural da Narrativa", Gérard Genette e outros

"Antologia do Romance Folhetim (1839 a 1870)", Tânia Rebelo Costa Serra

"Armadilhas da Sedução - Os Romances de M. Delly", Maria Teresa Santos Cunha

"As Estruturas Narrativas", Todorov

"As Fontes da Criação Literária", Carmelo M. Bonet

"Aspectos do Romance", E. M. Forster

"Bastidores da Criação Literária", Philippe Willemart

"Bernard Malamud", Sidney Richman

"Bovarismo e Romance", Andrea Saad Hossne

"Breve Manual de Estilo e Romance", Autran Dourado

"Caminhos do Romance Brasileiro", John Hernesto Weber

"Clássicos do Romance Brasileiro", Samira Youssef Campedelli

"Como Analisar Narrativas", Cândida Vilares Gancho

"Como Aprendi a Escrever", Máximo Gorki

"Como Contar um Conto", Gabriel García Márquez

"Como e Por Que Sou Romancista", José de Alencar

"Como Escrever na Rede", Leonardo Moura

"Como Escrever Peças de Teatro", Guilherme de Figueredo

"Como Escrever Textos", Maria Teresa Serafini

"Como Escrever um Romance de Sucesso", Albert Zuckerman

"Como Falam os Brasileiros", Dinah Callou e Yonne Freitas Leite

"Como Falar e Escrever sem Erros Lógicos", Sebastião Paz

"Como Resolver Problemas de Roteiro", Syd Field

"Como um Romance", Daniel Pennac

"Comunicação em Prosa Moderna", Othon M. Garcia

"Confissões de um Peregrino", Juan Arias

"Conhecer Hermann Hesse e a sua Obra", José M. Carandell

"Conhecer Thomas Mann e sua Obra", Eugenio Trias

"Contar Histórias - Uma Arte sem Idade", Betty Coelho

"Conversas com Vargas Llosa", Ricardo A. Setti

"Criação Literária em Érico Veríssimo", Maria da Glória Bordini

"Da Criação ao Roteiro", Doc Comparato

"Dashiell Hammett, Uma Vida", Diane Johnson

"Dez Lições sobre o Romance Inglês no Século XVIII", Sandra Guardini T. Vasconcelos

"Dicionário de Teoria da Narrativa", Ana Cristina M. Lopes e Carlos Reis

"Do Mito ao Romance", Georges Dumezil

"Do Romance", Emile Zola

"Dramaturgia: a Construção do Personagem", Renata Pallottini

"É uma Pena! Aventuras de um Roteirista Versátil", Flávio de Souza

"Eça de Queirós e o Século XIX", Vianna Moog

"Elementos de Lingüística para o Texto Literário", Dominique Maingueneau

"Em Busca da Identidade Feminina: Os Romances de Margaret Drabble", Peonia Viana Guedes

"Encontro com Escritores", Eduardo Frieiro

"Enredo Romântico, Música ao Fundo", Aleilton Fonseca

"Entre o Cristal e a Chama: Ensaios sobre o Leitor", Flavio Carneiro

"Erotismo no Romance Brasileiro", Edilberto Coutinho

"Escreva seu Livro", Laura Bacellar

"Escritoras e a Arte da Escrita", George Plimpton (editor)

"Escritores: 43 Entrevistas da Revista Submarino", Eduardo Maretti

"Escritores em Ação", Malcolm Cowley

"Espaço e Romance", Antonio Dimas

"Estética da Recepção e História da Literatura", Regina Zilberman

"Estética e Política do Romance Contemporâneo", Michel Petersen

"Estrutura e Problemas da Obra Literária", Anatol Rosenfeld

"Estudo de Teoria de Crítica Literária", Telenia Hill

"Ética da Leitura", J. Hillis Miller

"Exercícios de Estilo", Raymond Queneau

"Exercícios do Roteirista", Syd Field

"Foco Narrativo e Fluxo da Consciência", Alfredo Leme Coelho de Carvalho

"Folhetim", Marlyse Meyer

"Fontes da Criação literária", Carmelo M. Bonet

"Formação da Literatura Brasileira", Antonio Cândido

"Gênio", Harold Bloom

"Guerra sem Testemunhas", Osman Lins

"Guia Prático de Criação Literária", Moacir C. Lopes

"Hemingway, o Escritor como Artista", Carlos Baker

"Heroínas do Romance Brasileiro", Santos Moraes

"Heróis e Vilões no Romance Brasileiro", Gilberto Freyre

"História Crítica do Romance Brasileiro", Temístocles Linhares

"História da Literatura Realista (1871-1900)", Fidelino de Figueiredo

"História do Riso e do Escárnio", de Georges Minois

"História dos Nossos Gestos", Luís da Câmara Cascudo

"Imaginando personagens", Ignes Sodré e A. S. Byatt

"Interpretação e Superinterpretação", Umberto Eco

"Introdução à Análise da Narrativa", Benjamin Abdala Júnior

"Introdução à Análise do Romance", Yves Reuter

"Introdução à Literatura Inglesa", Jorge Luis Borges

"Introdução ao Mundo do Romance", Temístocles Linhares

"John dos Passos", John H. Wrenn

"Jorge Amado: Romance em Tempo de Utopia", Eduardo de Assis Duarte

"Joyce e Faulkner - O Romance da Vanguarda", Assis Brasil

"Julgamentos Fictícios (à Luz da Criminologia)", Oliveira e Silva

"Katherine Anne Porter", George Hendric

"Leituras do Desejo - O Erotismo no Romance", Marcelo Magalhães Bulhões

"Manual da Falta de Estilo", Josué Machado

"Manual de Teoria e Técnica Literária", Orlando Pires

"Manual do Autor Roteirista", Jackson Saboya

"Manual do Roteiro", Syd Field

"Marcadores de Atenuação", Margaret de Miranda Rosa

"Marcel Proust", José Maria Cançado

"Métodos Críticos para a Análise Literária", Daniel Bergez

"Mimesis e Modernidade", Luiz Costa Lima

"Narrativa de Enigma", Jacqueline Peixoto Barbosa

"Narrativas Verbais e Visuais: Leituras Refletidas", Juracy Assmann Saraiva

"O Ato da Leitura - Uma Teoria do Efeito Estético", Wolfgang Iser.

"O Bildungsroman Feminino: Quatro Exemplos Brasileiros", Cristina Ferreira Pinto

"O Caminho das Pedras", Ryoki Inoue

"O Desejo da Escrita em Italo Calvino: Para uma Teoria da Leitura", Rita de Cássia Maia e Silva Costa

"O Diário de Leituras", Anna Rachel Machado

"O Escritor e seus Fantasmas", Ernesto Sábato

"O Estilo e suas Técnicas", Marcelo Cressot

"O Fio de Ariadne, um Caminho para a Narração de Histórias", Sueli Pecci Passerini

"O Herói", Flavio R. Kothe

"O Leitor Criativo", Gabriel Perissé

"O Léxico de Guimarães Rosa", Nilce Sant'Anna Martins

"O Mundo de Henry Miller", Esdras do Nascimento

"O Mundo Moderno - Dez Grandes Escritores", Malcolm Bradbury

"O Narrador do Romance", Ronaldo Costa Fernandes

"O Ofício de Escrever", Ramón Nieto

"O Poder do Clímax", Luiz Carlos Maciel

"O Português Popular Escrito", Edith Pimentel Pinto

"O Prazer do Texto", Roland Barthes

"O Processo Criador na Literatura Infantil", Rossana Aparecida Vieira Maia Angelini

"O que é Leitura", Maria Helena Martins

"O que é Romance Policial", Sandra Lúcia Reimão

"O Romance Americano Moderno", Jorge Zahar

"O Romance como Possibilidade de Ruptura Ideológica", Inez Fornari

"O Romance de Lima Barreto e sua Recepção", Maria do Carmo L. Figueiredo

"O Romance e a Voz", Irene A. Machado

"O Romance Está Morrendo?", Ferenc Feher

"O Romance Experimental e o Naturalismo no Teatro", Émile Zola

"O Romance Francês a Partir de 1900", René Lalou

"O Romance Picaresco", Mario Gonzalez

"O Romance Social Brasileiro", Benjamin Abdala Junior

"O Tempo na Narrativa", Benedito Nunes

"Os Direitos do Escritor", Alexander Solzhenitsyn

"Os Escritores: As Históricas Entrevistas da Paris Review", Companhia das Letras

"Os Gêneros Literários", Olavo de Carvalho

"Os Romances em Folhetins no Brasil (1830 à Atualidade)", José Ramos Tinhorão

"Personae - Grandes Personagens da Literatura Brasileira", Lourenço Dantas Mota e Benjamim Abdala Junior

"Por que Escrevo?", José Domingos de Brito

"Por que Ler os Clássicos?", Italo Calvino

"Prática do Roteiro Cinematográfico", Pascal Bonitzer e Jean-Claude Carriére

"Protesto e o Novo Romance Brasileiro", Malcolm Silverman

"Proust", William Sansom

"Questões de Literatura - a Teoria do Romance", Mikhail Bakhtin

"Regras Práticas para Bem Escrever", Laudelino Freire

"Releitura de A Bagaceira", Ângela Maria Bezerra de Castro

"Ritmo da Escrita: uma Organização do Heterogêneo da Linguagem", Lourenço Chacon

"Romance de 30", José Hildebrando Dacanal

"Romance de Formação em Perspectiva Histórica", Marcus Vinicius Mazzari

"Romance Reportagem", Neila Bianchini

"Romance-Reportagem", Rildo Cosson

"Roteiro de Roteiro", Roman Bruni

"Saramago, um Roteiro para os Romances", Eduardo Calbucci

"Seis Passeios pelos Bosques da Ficção", Umberto Eco

"Seis Propostas para o Próximo Milênio", Italo Calvino

"Sociolingüística", Dino Petri

"Tempo e Expressão Literária", Raúl H. Castagnino

"Tempo e Narrativa", Paul Ricoeur

"Teoria do Romance", Donaldo Schuler

"Teoria do Texto: Prolegômenos e Teoria da Narrativa", Salvatore D'Onofrio

"Teoria e Prática do Roteiro", David Howard

"Uma História da Leitura", Alberto Manguel

"Uma Poética do Romance: Matéria de Carpintaria", Autran Dourado

"Uso e Mau Uso da Linguagem", S. I. Hayakawa

"Vidas de Grandes Romancistas", Henry Thomas e Dana Lee Thomas

"Você Já Pensou em Escrever um Livro?", Sonia Belloto

"Vozes em Preto e Branco: A Representação Literária da Fala Não-Padrão", Milton M. Azevedo

"Zola", Henri Troyat

quarta-feira, 18 de maio de 2016

1001 livros para ler antes de morrer

1001 livros para ler antes de morrer


2000s

1. Never Let Me Go - Kazuo Ishiguro
2. Saturday - Ian McEwan
3. On Beauty - Zadie Smith
4. Slow Man - J.M. Coetzee
5. Adjunct: An Undigest - Peter Manson
6. The Sea - John Banville
7. The Red Queen - Margaret Drabble
8. The Plot Against America - Philip Roth
9. The Master - Colm Tóibín
10. Vanishing Point - David Markson
11. The Lambs of London - Peter Ackroyd
12. Dining on Stones - Iain Sinclair
13. Cloud Atlas - David Mitchell
14. Drop City - T. Coraghessan Boyle
15. The Colour - Rose Tremain
16. Thursbitch - Alan Garner
17. The Light of Day - Graham Swift
18. What I Loved - Siri Hustvedt
19. The Curious Incident of the Dog in the Night-Time - Mark
20. Islands - Dan Sleigh
21. Elizabeth Costello - J.M. Coetzee
22. London Orbital - Iain Sinclair
23. Family Matters - Rohinton Mistry
24. Fingersmith - Sarah Waters
25. The Double - José Saramago
26. Everything is Illuminated - Jonathan Safran Foer
27. Unless - Carol Shields
28. Kafka on the Shore - Haruki Murakami
29. The Story of Lucy Gault - William Trevor
30. That They May Face the Rising Sun - John McGahern
31. In the Forest - Edna O'Brien
32. Shroud - John Banville
33. Middlesex - Jeffrey Eugenides
34. Youth - J.M. Coetzee
35. Dead Air - Iain Banks
36. Nowhere Man - Aleksandar Hemon
37. The Book of Illusions - Paul Auster
38. Gabriel's Gift - Hanif Kureishi
39. Austerlitz - W.G. Sebald
40. Platform - Michael Houellebecq
41. Schooling - Heather McGowan
42. Atonement - Ian McEwan
43. The Corrections - Jonathan Franzen
44. Don't Move - Margaret Mazzantini
45. The Body Artist - Don DeLillo
46. Fury - Salman Rushdie
47. At Swim, Two Boys - Jamie O'Neill
48. Choke - Chuck Palahniuk
49. Life of Pi - Yann Martel
50. The Feast of the Goat - Mario Vargos Llosa
51. An Obedient Father - Akhil Sharma
52. The Devil and Miss Prym - Paulo Coelho
53. Spring Flowers, Spring Frost - Ismail Kadare
54. White Teeth - Zadie Smith
55. The Heart of Redness - Zakes Mda
56. Under the Skin - Michel Faber
57. Ignorance - Milan Kundera
58. Nineteen Seventy Seven - David Peace
59. Celestial Harmonies - Péter Esterházy
60. City of God - E.L. Doctorow
61. How the Dead Live - Will Self
62. The Human Stain - Philip Roth
63. The Blind Assassin - Margaret Atwood
64. After the Quake - Haruki Murakami
65. Small Remedies - Shashi Deshpande
66. Super-Cannes - J.G. Ballard
67. House of Leaves - Mark Z. Danielewski
68. Blonde - Joyce Carol Oates
69. Pastoralia - George Saunders

1900s

70. Timbuktu - Paul Auster
71. The Romantics - Pankaj Mishra
72. Cryptonomicon - Neal Stephenson
73. As If I Am Not There - Slavenka Drakuli?
74. Everything You Need - A.L. Kennedy
75. Fear and Trembling - Amélie Nothomb
76. The Ground Beneath Her Feet - Salman Rushdie
77. Disgrace - J.M. Coetzee
78. Sputnik Sweetheart - Haruki Murakami
79. Elementary Particles - Michel Houellebecq
80. Intimacy - Hanif Kureishi
81. Amsterdam - Ian McEwan
82. Cloudsplitter - Russell Banks
83. All Souls Day - Cees Nooteboom
84. The Talk of the Town - Ardal O'Hanlon
85. Tipping the Velvet - Sarah Waters
86. The Poisonwood Bible - Barbara Kingsolver
87. Glamorama - Bret Easton Ellis
88. Another World - Pat Barker
89. The Hours - Michael Cunningham
90. Veronika Decides to Die - Paulo Coelho
91. Mason & Dixon - Thomas Pynchon
92. The God of Small Things - Arundhati Roy
93. Memoirs of a Geisha - Arthur Golden
94. Great Apes - Will Self
95. Enduring Love - Ian McEwan
96. Underworld - Don DeLillo
97. Jack Maggs - Peter Carey
98. The Life of Insects - Victor Pelevin
99. American Pastoral - Philip Roth
100. The Untouchable - John Banville
101. Silk - Alessandro Baricco
102. Cocaine Nights - J.G. Ballard
103. Hallucinating Foucault - Patricia Duncker
104. Fugitive Pieces - Anne Michaels
105. The Ghost Road - Pat Barker
106. Forever a Stranger - Hella Haasse
107. Infinite Jest - David Foster Wallace
108. The Clay Machine-Gun - Victor Pelevin
109. Alias Grace - Margaret Atwood
110. The Unconsoled - Kazuo Ishiguro
111. Morvern Callar - Alan Warner
112. The Information - Martin Amis
113. The Moor's Last Sigh - Salman Rushdie
114. Sabbath's Theater - Philip Roth
115. The Rings of Saturn - W.G. Sebald
116. The Reader - Bernhard Schlink
117. A Fine Balance - Rohinton Mistry
118. Love's Work - Gillian Rose
119. The End of the Story - Lydia Davis
120. Mr. Vertigo - Paul Auster
121. The Folding Star - Alan Hollinghurst
122. Whatever - Michel Houellebecq
123. Land - Park Kyong-ni
124. The Master of Petersburg - J.M. Coetzee
125. The Wind-Up Bird Chronicle - Haruki Murakami
126. Pereira Declares: A Testimony - Antonio Tabucchi
127. City Sister Silver - Jàchym Topol
128. How Late It Was, How Late - James Kelman
129. Captain Corelli's Mandolin - Louis de Bernieres
130. Felicia's Journey - William Trevor
131. Disappearance - David Dabydeen
132. The Invention of Curried Sausage - Uwe Timm
133. The Shipping News - E. Annie Proulx
134. Trainspotting - Irvine Welsh
135. Birdsong - Sebastian Faulks
136. Looking for the Possible Dance - A.L. Kennedy
137. Operation Shylock - Philip Roth
138. Complicity - Iain Banks
139. On Love - Alain de Botton
140. What a Carve Up! - Jonathan Coe
141. A Suitable Boy - Vikram Seth
142. The Stone Diaries - Carol Shields
143. The Virgin Suicides - Jeffrey Eugenides
144. The House of Doctor Dee - Peter Ackroyd
145. The Robber Bride - Margaret Atwood
146. The Emigrants - W.G. Sebald
147. The Secret History - Donna Tartt
148. Life is a Caravanserai - Emine Özdamar
149. The Discovery of Heaven - Harry Mulisch
150. A Heart So White - Javier Marias
151. Possessing the Secret of Joy - Alice Walker
152. Indigo - Marina Warner
153. The Crow Road - Iain Banks
154. Written on the Body - Jeanette Winterson
155. Jazz - Toni Morrison
156. The English Patient - Michael Ondaatje
157. Smilla's Sense of Snow - Peter Høeg
158. The Butcher Boy - Patrick McCabe
159. Black Water - Joyce Carol Oates
160. The Heather Blazing - Colm Tóibín
161. Asphodel - H.D. (Hilda Doolittle)
162. Black Dogs - Ian McEwan
163. Hideous Kinky - Esther Freud
164. Arcadia - Jim Crace
165. Wild Swans - Jung Chang
166. American Psycho - Bret Easton Ellis
167. Time's Arrow - Martin Amis
168. Mao II - Don DeLillo
169. Typical - Padgett Powell
170. Regeneration - Pat Barker
171. Downriver - Iain Sinclair
172. Señor Vivo and the Coca Lord - Louis de Bernieres
173. Wise Children - Angela Carter
174. Get Shorty - Elmore Leonard
175. Amongst Women - John McGahern
176. Vineland - Thomas Pynchon
177. Vertigo - W.G. Sebald
178. Stone Junction - Jim Dodge
179. The Music of Chance - Paul Auster
180. The Things They Carried - Tim O'Brien
181. A Home at the End of the World - Michael Cunningham
182. Like Life - Lorrie Moore
183. Possession - A.S. Byatt
184. The Buddha of Suburbia - Hanif Kureishi
185. The Midnight Examiner - William Kotzwinkle
186. A Disaffection - James Kelman
187. Sexing the Cherry - Jeanette Winterson
188. Moon Palace - Paul Auster
189. Billy Bathgate - E.L. Doctorow
190. Remains of the Day - Kazuo Ishiguro
191. The Melancholy of Resistance - László Krasznahorkai
192. The Temple of My Familiar - Alice Walker
193. The Trick is to Keep Breathing - Janice Galloway
194. The History of the Siege of Lisbon - José Saramago
195. Like Water for Chocolate - Laura Esquivel
196. A Prayer for Owen Meany - John Irving
197. London Fields - Martin Amis
198. The Book of Evidence - John Banville
199. Cat's Eye - Margaret Atwood
200. Foucault's Pendulum - Umberto Eco
201. The Beautiful Room is Empty - Edmund White
202. Wittgenstein's Mistress - David Markson
203. The Satanic Verses - Salman Rushdie
204. The Swimming-Pool Library - Alan Hollinghurst
205. Oscar and Lucinda - Peter Carey
206. Libra - Don DeLillo
207. The Player of Games - Iain M. Banks
208. Nervous Conditions - Tsitsi Dangarembga
209. The Long Dark Teatime of the Soul - Douglas Adams
210. Dirk Gently's Holistic Detective Agency - Douglas Adams
211. The Radiant Way - Margaret Drabble
212. The Afternoon of a Writer - Peter Handke
213. The Black Dahlia - James Ellroy
214. The Passion - Jeanette Winterson
215. The Pigeon - Patrick Süskind
216. The Child in Time - Ian McEwan
217. Cigarettes - Harry Mathews
218. The Bonfire of the Vanities - Tom Wolfe
219. The New York Trilogy - Paul Auster
220. World's End - T. Coraghessan Boyle
221. Enigma of Arrival - V.S. Naipaul
222. The Taebek Mountains - Jo Jung-rae
223. Beloved - Toni Morrison
224. Anagrams - Lorrie Moore
225. Matigari - Ngugi Wa Thiong'o
226. Marya - Joyce Carol Oates
227. Watchmen - Alan Moore & David Gibbons
228. The Old Devils - Kingsley Amis
229. Lost Language of Cranes - David Leavitt
230. An Artist of the Floating World - Kazuo Ishiguro
231. Extinction - Thomas Bernhard
232. Foe - J.M. Coetzee
233. The Drowned and the Saved - Primo Levi
234. Reasons to Live - Amy Hempel
235. The Parable of the Blind - Gert Hofmann
236. Love in the Time of Cholera - Gabriel García Márquez
237. Oranges Are Not the Only Fruit - Jeanette Winterson
238. The Cider House Rules - John Irving
239. A Maggot - John Fowles
240. Less Than Zero - Bret Easton Ellis
241. Contact - Carl Sagan
242. The Handmaid's Tale - Margaret Atwood
243. Perfume - Patrick Süskind
244. Old Masters - Thomas Bernhard
245. White Noise - Don DeLillo
246. Queer - William Burroughs
247. Hawksmoor - Peter Ackroyd
248. Legend - David Gemmell
249. Dictionary of the Khazars - Milorad Pavi?
250. The Bus Conductor Hines - James Kelman
251. The Year of the Death of Ricardo Reis - José Saramago
252. The Lover - Marguerite Duras
253. Empire of the Sun - J.G. Ballard
254. The Wasp Factory - Iain Banks
255. Nights at the Circus - Angela Carter
256. The Unbearable Lightness of Being - Milan Kundera
257. Blood and Guts in High School - Kathy Acker
258. Neuromancer - William Gibson
259. Flaubert's Parrot - Julian Barnes
260. Money: A Suicide Note - Martin Amis
261. Shame - Salman Rushdie
262. Worstward Ho - Samuel Beckett
263. Fools of Fortune - William Trevor
264. La Brava - Elmore Leonard
265. Waterland - Graham Swift
266. The Life and Times of Michael K - J.M. Coetzee
267. The Diary of Jane Somers - Doris Lessing
268. The Piano Teacher - Elfriede Jelinek
269. The Sorrow of Belgium - Hugo Claus
270. If Not Now, When? - Primo Levi
271. A Boy's Own Story - Edmund White
272. The Color Purple - Alice Walker
273. Wittgenstein's Nephew - Thomas Bernhard
274. A Pale View of Hills - Kazuo Ishiguro
275. Schindler's Ark - Thomas Keneally
276. The House of the Spirits - Isabel Allende
277. The Newton Letter - John Banville
278. On the Black Hill - Bruce Chatwin
279. Concrete - Thomas Bernhard
280. The Names - Don DeLillo
281. Rabbit is Rich - John Updike
282. Lanark: A Life in Four Books - Alasdair Gray
283. The Comfort of Strangers - Ian McEwan
284. July's People - Nadine Gordimer
285. Summer in Baden-Baden - Leonid Tsypkin
286. Broken April - Ismail Kadare
287. Waiting for the Barbarians - J.M. Coetzee
288. Midnight's Children - Salman Rushdie
289. Rites of Passage - William Golding
290. Rituals - Cees Nooteboom
291. Confederacy of Dunces - John Kennedy Toole
292. City Primeval - Elmore Leonard
293. The Name of the Rose - Umberto Eco
294. The Book of Laughter and Forgetting - Milan Kundera
295. Smiley's People - John Le Carré
296. Shikasta - Doris Lessing
297. A Bend in the River - V.S. Naipaul
298. Burger's Daughter - Nadine Gordimer
299. The Safety Net - Heinrich Böll
300. If On a Winter's Night a Traveler - Italo Calvino
301. The Hitchhiker's Guide to the Galaxy - Douglas Adams
302. The Cement Garden - Ian McEwan
303. The World According to Garp - John Irving
304. Life: A User's Manual - Georges Perec
305. The Sea, The Sea - Iris Murdoch
306. The Singapore Grip - J.G. Farrell
307. Yes - Thomas Bernhard
308. The Virgin in the Garden - A.S. Byatt
309. In the Heart of the Country - J.M. Coetzee
310. The Passion of New Eve - Angela Carter 311. Delta of Venus - Anaïs Nin
312. The Shining - Stephen King
313. Dispatches - Michael Herr
314. Petals of Blood - Ngugi Wa Thiong'o
315. Song of Solomon - Toni Morrison
316. The Hour of the Star - Clarice Lispector
317. The Left-Handed Woman - Peter Handke
318. Ratner's Star - Don DeLillo
319. The Public Burning - Robert Coover
320. Interview With the Vampire - Anne Rice
321. Cutter and Bone - Newton Thornburg
322. Amateurs - Donald Barthelme
323. Patterns of Childhood - Christa Wolf
324. Autumn of the Patriarch - Gabriel García Márquez
325. W, or the Memory of Childhood - Georges Perec
326. A Dance to the Music of Time - Anthony Powell
327. Grimus - Salman Rushdie
328. The Dead Father - Donald Barthelme
329. Fateless - Imre Kertész
330. Willard and His Bowling Trophies - Richard Brautigan
331. High Rise - J.G. Ballard
332. Humboldt's Gift - Saul Bellow
333. Dead Babies - Martin Amis
334. Correction - Thomas Bernhard
335. Ragtime - E.L. Doctorow
336. The Fan Man - William Kotzwinkle
337. Dusklands - J.M. Coetzee
338. The Lost Honor of Katharina Blum - Heinrich Böll
339. Tinker Tailor Soldier Spy - John Le Carré
340. Breakfast of Champions - Kurt Vonnegut, Jr.
341. Fear of Flying - Erica Jong
342. A Question of Power - Bessie Head
343. The Siege of Krishnapur - J.G. Farrell
344. The Castle of Crossed Destinies - Italo Calvino
345. Crash - J.G. Ballard
346. The Honorary Consul - Graham Greene
347. Gravity's Rainbow - Thomas Pynchon
348. The Black Prince - Iris Murdoch
349. Sula - Toni Morrison
350. Invisible Cities - Italo Calvino
351. The Breast - Philip Roth
352. The Summer Book - Tove Jansson
353. G - John Berger
354. Surfacing - Margaret Atwood
355. House Mother Normal - B.S. Johnson
356. In A Free State - V.S. Naipaul
357. The Book of Daniel - E.L. Doctorow
358. Fear and Loathing in Las Vegas - Hunter S. Thompson
359. Group Portrait With Lady - Heinrich Böll
360. The Wild Boys - William Burroughs
361. Rabbit Redux - John Updike
362. The Sea of Fertility - Yukio Mishima
363. The Driver's Seat - Muriel Spark
364. The Ogre - Michael Tournier
365. The Bluest Eye - Toni Morrison
366. Goalie's Anxiety at the Penalty Kick - Peter Handke
367. I Know Why the Caged Bird Sings - Maya Angelou
368. Mercier et Camier - Samuel Beckett
369. Troubles - J.G. Farrell
370. Jahrestage - Uwe Johnson
371. The Atrocity Exhibition - J.G. Ballard
372. Tent of Miracles - Jorge Amado
373. Pricksongs and Descants - Robert Coover
374. Blind Man With a Pistol - Chester Hines
375. Slaughterhouse-five - Kurt Vonnegut, Jr.
376. The French Lieutenant's Woman - John Fowles
377. The Green Man - Kingsley Amis
378. Portnoy's Complaint - Philip Roth
379. The Godfather - Mario Puzo
380. Ada - Vladimir Nabokov
381. Them - Joyce Carol Oates
382. A Void/Avoid - Georges Perec
383. Eva Trout - Elizabeth Bowen
384. Myra Breckinridge - Gore Vidal
385. The Nice and the Good - Iris Murdoch
386. Belle du Seigneur - Albert Cohen
387. Cancer Ward - Aleksandr Isayevich Solzhenitsyn
388. The First Circle - Aleksandr Isayevich Solzhenitsyn
389. 2001: A Space Odyssey - Arthur C. Clarke
390. Do Androids Dream of Electric Sheep? - Philip K. Dick
391. Dark as the Grave Wherein My Friend is Laid - Malcolm Lowry
392. The German Lesson - Siegfried Lenz
393. In Watermelon Sugar - Richard Brautigan
394. A Kestrel for a Knave - Barry Hines
395. The Quest for Christa T. - Christa Wolf
396. Chocky - John Wyndham
397. The Electric Kool-Aid Acid Test - Tom Wolfe
398. The Cubs and Other Stories - Mario Vargas Llosa
399. One Hundred Years of Solitude - Gabriel García Márquez
400. The Master and Margarita - Mikhail Bulgakov
401. Pilgrimage - Dorothy Richardson
402. The Joke - Milan Kundera
403. No Laughing Matter - Angus Wilson
404. The Third Policeman - Flann O'Brien
405. A Man Asleep - Georges Perec
406. The Birds Fall Down - Rebecca West
407. Trawl - B.S. Johnson
408. In Cold Blood - Truman Capote
409. The Magus - John Fowles
410. The Vice-Consul - Marguerite Duras
411. Wide Sargasso Sea - Jean Rhys
412. Giles Goat-Boy - John Barth
413. The Crying of Lot 49 - Thomas Pynchon
414. Things - Georges Perec
415. The River Between - Ngugi wa Thiong'o
416. August is a Wicked Month - Edna O'Brien
417. God Bless You, Mr. Rosewater - Kurt Vonnegut
418. Everything That Rises Must Converge - Flannery O'Connor
419. The Passion According to G.H. - Clarice Lispector
420. Sometimes a Great Notion - Ken Kesey
421. Come Back, Dr. Caligari - Donald Bartholme
422. Albert Angelo - B.S. Johnson
423. Arrow of God - Chinua Achebe
424. The Ravishing of Lol V. Stein - Marguerite Duras
425. Herzog - Saul Bellow
426. V. - Thomas Pynchon
427. Cat's Cradle - Kurt Vonnegut
428. The Graduate - Charles Webb
429. Manon des Sources - Marcel Pagnol
430. The Spy Who Came in from the Cold - John Le Carré
431. The Girls of Slender Means - Muriel Spark
432. Inside Mr. Enderby - Anthony Burgess
433. The Bell Jar - Sylvia Plath
434. One Day in the Life of Ivan Denisovich - Aleksandr Isayevich Solzhenitsyn
435. The Collector - John Fowles
436. One Flew Over the Cuckoo's Nest - Ken Kesey
437. A Clockwork Orange - Anthony Burgess
438. Pale Fire - Vladimir Nabokov
439. The Drowned World - J.G. Ballard
440. The Golden Notebook - Doris Lessing
441. Labyrinths - Jorg Luis Borges
442. Girl With Green Eyes - Edna O'Brien
443. The Garden of the Finzi-Continis - Giorgio Bassani
444. Stranger in a Strange Land - Robert Heinlein
445. Franny and Zooey - J.D. Salinger
446. A Severed Head - Iris Murdoch
447. Faces in the Water - Janet Frame
448. Solaris - Stanislaw Lem
449. Cat and Mouse - Günter Grass
450. The Prime of Miss Jean Brodie - Muriel Spark
451. Catch-22 - Joseph Heller
452. The Violent Bear it Away - Flannery O'Connor
453. How It Is - Samuel Beckett
454. Our Ancestors - Italo Calvino
455. The Country Girls - Edna O'Brien
456. To Kill a Mockingbird - Harper Lee
457. Rabbit, Run - John Updike
458. Promise at Dawn - Romain Gary
459. Cider With Rosie - Laurie Lee
460. Billy Liar - Keith Waterhouse
461. Naked Lunch - William Burroughs
462. The Tin Drum - Günter Grass
463. Absolute Beginners - Colin MacInnes
464. Henderson the Rain King - Saul Bellow
465. Memento Mori - Muriel Spark
466. Billiards at Half-Past Nine - Heinrich Böll
467. Breakfast at Tiffany's - Truman Capote
468. The Leopard - Giuseppe Tomasi di Lampedusa
469. Pluck the Bud and Destroy the Offspring - Kenzaburo Oe
470. A Town Like Alice - Nevil Shute
471. The Bitter Glass - Eilís Dillon
472. Things Fall Apart - Chinua Achebe
473. Saturday Night and Sunday Morning - Alan Sillitoe
474. Mrs. 'Arris Goes to Paris - Paul Gallico
475. Borstal Boy - Brendan Behan
476. The End of the Road - John Barth
477. The Once and Future King - T.H. White
478. The Bell - Iris Murdoch
479. Jealousy - Alain Robbe-Grillet
480. Voss - Patrick White
481. The Midwich Cuckoos - John Wyndham
482. Blue Noon - Georges Bataille
483. Homo Faber - Max Frisch
484. On the Road - Jack Kerouac
485. Pnin - Vladimir Nabokov
486. Doctor Zhivago - Boris Pasternak
487. The Wonderful "O" - James Thurber
488. Justine - Lawrence Durrell
489. Giovanni's Room - James Baldwin
490. The Lonely Londoners - Sam Selvon
491. The Roots of Heaven - Romain Gary
492. Seize the Day - Saul Bellow
493. The Floating Opera - John Barth
494. The Lord of the Rings - J.R.R. Tolkien
495. The Talented Mr. Ripley - Patricia Highsmith
496. Lolita - Vladimir Nabokov
497. A World of Love - Elizabeth Bowen
498. The Trusting and the Maimed - James Plunkett
499. The Quiet American - Graham Greene
500. The Last Temptation of Christ - Nikos Kazantzákis
501. The Recognitions - William Gaddis
502. The Ragazzi - Pier Paulo Pasolini
503. Bonjour Tristesse - Françoise Sagan
504. I'm Not Stiller - Max Frisch
505. Self Condemned - Wyndham Lewis
506. The Story of O - Pauline Réage
507. A Ghost at Noon - Alberto Moravia
508. Lord of the Flies - William Golding
509. Under the Net - Iris Murdoch
510. The Go-Between - L.P. Hartley
511. The Long Goodbye - Raymond Chandler
512. The Unnamable - Samuel Beckett
513. Watt - Samuel Beckett
514. Lucky Jim - Kingsley Amis
515. Junkie - William Burroughs
516. The Adventures of Augie March - Saul Bellow
517. Go Tell It on the Mountain - James Baldwin
518. Casino Royale - Ian Fleming
519. The Judge and His Hangman - Friedrich Dürrenmatt
520. Invisible Man - Ralph Ellison
521. The Old Man and the Sea - Ernest Hemingway
522. Wise Blood - Flannery O'Connor
523. The Killer Inside Me - Jim Thompson
524. Memoirs of Hadrian - Marguerite Yourcenar
525. Malone Dies - Samuel Beckett
526. Day of the Triffids - John Wyndham
527. Foundation - Isaac Asimov
528. The Opposing Shore - Julien Gracq
529. The Catcher in the Rye - J.D. Salinger
530. The Rebel - Albert Camus
531. Molloy - Samuel Beckett
532. The End of the Affair - Graham Greene
533. The Abbot C - Georges Bataille
534. The Labyrinth of Solitude - Octavio Paz
535. The Third Man - Graham Greene
536. The 13 Clocks - James Thurber
537. Gormenghast - Mervyn Peake
538. The Grass is Singing - Doris Lessing
539. I, Robot - Isaac Asimov
540. The Moon and the Bonfires - Cesare Pavese
541. The Garden Where the Brass Band Played - Simon Vestdijk
542. Love in a Cold Climate - Nancy Mitford
543. The Case of Comrade Tulayev - Victor Serge
544. The Heat of the Day - Elizabeth Bowen
545. Kingdom of This World - Alejo Carpentier
546. The Man With the Golden Arm - Nelson Algren
547. Nineteen Eighty-Four - George Orwell
548. All About H. Hatterr - G.V. Desani
549. Disobedience - Alberto Moravia
550. Death Sentence - Maurice Blanchot
551. The Heart of the Matter - Graham Greene
552. Cry, the Beloved Country - Alan Paton
553. Doctor Faustus - Thomas Mann
554. The Victim - Saul Bellow
555. Exercises in Style - Raymond Queneau
556. If This Is a Man - Primo Levi
557. Under the Volcano - Malcolm Lowry
558. The Path to the Nest of Spiders - Italo Calvino
559. The Plague - Albert Camus
560. Back - Henry Green
561. Titus Groan - Mervyn Peake
562. The Bridge on the Drina - Ivo Andri?
563. Brideshead Revisited - Evelyn Waugh
564. Animal Farm - George Orwell
565. Cannery Row - John Steinbeck
566. The Pursuit of Love - Nancy Mitford
567. Loving - Henry Green
568. Arcanum 17 - André Breton
569. Christ Stopped at Eboli - Carlo Levi
570. The Razor's Edge - William Somerset Maugham
571. Transit - Anna Seghers
572. Ficciones - Jorge Luis Borges
573. Dangling Man - Saul Bellow
574. The Little Prince - Antoine de Saint-Exupéry
575. Caught - Henry Green
576. The Glass Bead Game - Herman Hesse
577. Embers - Sandor Marai
578. Go Down, Moses - William Faulkner
579. The Outsider - Albert Camus
580. In Sicily - Elio Vittorini
581. The Poor Mouth - Flann O'Brien
582. The Living and the Dead - Patrick White
583. Hangover Square - Patrick Hamilton
584. Between the Acts - Virginia Woolf
585. The Hamlet - William Faulkner
586. Farewell My Lovely - Raymond Chandler
587. For Whom the Bell Tolls - Ernest Hemingway
588. Native Son - Richard Wright
589. The Power and the Glory - Graham Greene
590. The Tartar Steppe - Dino Buzzati
591. Party Going - Henry Green
592. The Grapes of Wrath - John Steinbeck
593. Finnegans Wake - James Joyce
594. At Swim-Two-Birds - Flann O'Brien
595. Coming Up for Air - George Orwell
596. Goodbye to Berlin - Christopher Isherwood
597. Tropic of Capricorn - Henry Miller
598. Good Morning, Midnight - Jean Rhys
599. The Big Sleep - Raymond Chandler
600. After the Death of Don Juan - Sylvie Townsend Warner
601. Miss Pettigrew Lives for a Day - Winifred Watson
602. Nausea - Jean-Paul Sartre 
603. Rebecca - Daphne du Maurier
604. Cause for Alarm - Eric Ambler 
605. Brighton Rock - Graham Greene 
606. U.S.A. - John Dos Passos
607. Murphy - Samuel Beckett
608. Of Mice and Men - John Steinbeck
609. Their Eyes Were Watching God - Zora Neale Hurston 
610. The Hobbit - J.R.R. Tolkien
611. The Years - Virginia Woolf 
612. In Parenthesis - David Jones
613. The Revenge for Love - Wyndham Lewis 
614. Out of Africa - Isak Dineson (Karen Blixen)
615. To Have and Have Not - Ernest Hemingway
616. Summer Will Show - Sylvia Townsend Warner 
617. Eyeless in Gaza - Aldous Huxley
618. The Thinking Reed - Rebecca West
619. Gone With the Wind - Margaret Mitchell
620. Keep the Aspidistra Flying - George Orwell 
621. Wild Harbour - Ian MacPherson
622. Absalom, Absalom! - William Faulkner
623. At the Mountains of Madness - H.P. Lovecraft 
624. Nightwood - Djuna Barnes
625. Independent People - Halldór Laxness 
626. Auto-da-Fé - Elias Canetti
627. The Last of Mr. Norris - Christopher Isherwood 
628. They Shoot Horses, Don't They? - Horace McCoy 
629. The House in Paris - Elizabeth Bowen
630. England Made Me - Graham Greene 
631. Burmese Days - George Orwell
632. The Nine Tailors - Dorothy L. Sayers 
633. Threepenny Novel - Bertolt Brecht 
634. Novel With Cocaine - M. Ageyev
635. The Postman Always Rings Twice - James M. Cain 
636. Tropic of Cancer - Henry Miller
637. A Handful of Dust - Evelyn Waugh
638. Tender is the Night - F. Scott Fitzgerald 
639. Thank You, Jeeves - P.G. Wodehouse 
640. Call it Sleep - Henry Roth
641. Miss Lonelyhearts - Nathanael West
642. Murder Must Advertise - Dorothy L. Sayers
643. The Autobiography of Alice B. Toklas - Gertrude Stein 
644. Testament of Youth - Vera Brittain
645. A Day Off - Storm Jameson
646. The Man Without Qualities - Robert Musil
647. A Scots Quair (Sunset Song) - Lewis Grassic Gibbon
648. Journey to the End of the Night - Louis-Ferdinand Céline 
649. Brave New World - Aldous Huxley
650. Cold Comfort Farm - Stella Gibbons 
651. To the North - Elizabeth Bowen 
652. The Thin Man - Dashiell Hammett 
653. The Radetzky March - Joseph Roth 
654. The Waves - Virginia Woolf
655. The Glass Key - Dashiell Hammett
656. Cakes and Ale - W. Somerset Maugham 
657. The Apes of God - Wyndham Lewis 
658. Her Privates We - Frederic Manning 
659. Vile Bodies - Evelyn Waugh
660. The Maltese Falcon - Dashiell Hammett 
661. Hebdomeros - Giorgio de Chirico
662. Passing - Nella Larsen
663. A Farewell to Arms - Ernest Hemingway 
664. Red Harvest - Dashiell Hammett
665. Living - Henry Green
666. The Time of Indifference - Alberto Moravia
667. All Quiet on the Western Front - Erich Maria Remarque 
668. Berlin Alexanderplatz - Alfred Döblin
669. The Last September - Elizabeth Bowen 
670. Harriet Hume - Rebecca West
671. The Sound and the Fury - William Faulkner 
672. Les Enfants Terribles - Jean Cocteau
673. Look Homeward, Angel - Thomas Wolfe 
674. Story of the Eye - Georges Bataille
675. Orlando - Virginia Woolf
676. Lady Chatterley's Lover - D.H. Lawrence 
677. The Well of Loneliness - Radclyffe Hall 
678. The Childermass - Wyndham Lewis
679. Quartet - Jean Rhys
680. Decline and Fall - Evelyn Waugh 681. Quicksand - Nella Larsen
682. Parade's End - Ford Madox Ford 
683. Nadja - André Breton
684. Steppenwolf - Herman Hesse
685. Remembrance of Things Past - Marcel Proust 
686. To The Lighthouse - Virginia Woolf
687. Tarka the Otter - Henry Williamson 
688. Amerika - Franz Kafka
689. The Sun Also Rises - Ernest Hemingway 
690. Blindness - Henry Green
691. The Castle - Franz Kafka
692. The Good Soldier Švejk - Jaroslav Hašek 
693. The Plumed Serpent - D.H. Lawrence
694. One, None and a Hundred Thousand - Luigi Pirandello 
695. The Murder of Roger Ackroyd - Agatha Christie
696. The Making of Americans - Gertrude Stein 
697. Manhattan Transfer - John Dos Passos 
698. Mrs. Dalloway - Virginia Woolf
699. The Great Gatsby - F. Scott Fitzgerald 
700. The Counterfeiters - André Gide
701. The Trial - Franz Kafka
702. The Artamonov Business - Maxim Gorky 
703. The Professor's House - Willa Cather
704. Billy Budd, Foretopman - Herman Melville 
705. The Green Hat - Michael Arlen
706. The Magic Mountain - Thomas Mann 
707. We - Yevgeny Zamyatin
708. A Passage to India - E.M. Forster
709. The Devil in the Flesh - Raymond Radiguet 
710. Zeno's Conscience - Italo Svevo
711. Cane - Jean Toomer
712. Antic Hay - Aldous Huxley 
713. Amok - Stefan Zweig
714. The Garden Party - Katherine Mansfield 
715. The Enormous Room - E.E. Cummings 
716. Jacob's Room - Virginia Woolf
717. Siddhartha - Herman Hesse
718. The Glimpses of the Moon - Edith Wharton 
719. Life and Death of Harriett Frean - May Sinclair 
720. The Last Days of Humanity - Karl Kraus
721. Aaron's Rod - D.H. Lawrence 
722. Babbitt - Sinclair Lewis
723. Ulysses - James Joyce 
724. The Fox - D.H. Lawrence
725. Crome Yellow - Aldous Huxley
726. The Age of Innocence - Edith Wharton 
727. Main Street - Sinclair Lewis
728. Women in Love - D.H. Lawrence 
729. Night and Day - Virginia Woolf 
730. Tarr - Wyndham Lewis
731. The Return of the Soldier - Rebecca West 
732. The Shadow Line - Joseph Conrad
733. Summer - Edith Wharton
734. Growth of the Soil - Knut Hamsen 
735. Bunner Sisters - Edith Wharton
736. A Portrait of the Artist as a Young Man - James Joyce 
737. Under Fire - Henri Barbusse
738. Rashomon - Akutagawa Ryunosuke 
739. The Good Soldier - Ford Madox Ford 
740. The Voyage Out - Virginia Woolf
741. Of Human Bondage - William Somerset Maugham 
742. The Rainbow - D.H. Lawrence
743. The Thirty-Nine Steps - John Buchan 
744. Kokoro - Natsume Soseki
745. Locus Solus - Raymond Roussel 
746. Rosshalde - Herman Hesse
747. Tarzan of the Apes - Edgar Rice Burroughs
748. The Ragged Trousered Philanthropists - Robert Tressell 
749. Sons and Lovers - D.H. Lawrence
750. Death in Venice - Thomas Mann
751. The Charwoman's Daughter - James Stephens 
752. Ethan Frome - Edith Wharton
753. Fantômas - Marcel Allain and Pierre Souvestre 
754. Howards End - E.M. Forster
755. Impressions of Africa - Raymond Roussel 
756. Three Lives - Gertrude Stein
757. Martin Eden - Jack London 
758. Strait is the Gate - André Gide 
759. Tono-Bungay - H.G. Wells
760. The Inferno - Henri Barbusse
761. A Room With a View - E.M. Forster 
762. The Iron Heel - Jack London
763. The Old Wives' Tale - Arnold Bennett
764. The House on the Borderland - William Hope Hodgson 
765. Mother - Maxim Gorky
766. The Secret Agent - Joseph Conrad 
767. The Jungle - Upton Sinclair
768. Young Törless - Robert Musil
769. The Forsyte Sage - John Galsworthy 
770. The House of Mirth - Edith Wharton 
771. Professor Unrat - Heinrich Mann
772. Where Angels Fear to Tread - E.M. Forster 
773. Nostromo - Joseph Conrad
774. Hadrian the Seventh - Frederick Rolfe 
775. The Golden Bowl - Henry James
776. The Ambassadors - Henry James
777. The Riddle of the Sands - Erskine Childers 
778. The Immoralist - André Gide
779. The Wings of the Dove - Henry James 
780. Heart of Darkness - Joseph Conrad
781. The Hound of the Baskervilles - Sir Arthur Conan Doyle 
782. Buddenbrooks - Thomas Mann
783. Kim - Rudyard Kipling
784. Sister Carrie - Theodore Dreiser 
785. Lord Jim - Joseph Conrad

1800s

786. Some Experiences of an Irish R.M. - Somerville and Ross 
787. The Stechlin - Theodore Fontane
788. The Awakening - Kate Chopin
789. The Turn of the Screw - Henry James 
790. The War of the Worlds - H.G. Wells 
791. The Invisible Man - H.G. Wells
792. What Maisie Knew - Henry James 
793. Fruits of the Earth - André Gide 
794. Dracula - Bram Stoker
795. Quo Vadis - Henryk Sienkiewicz
796. The Island of Dr. Moreau - H.G. Wells 
797. The Time Machine - H.G. Wells
798. Effi Briest - Theodore Fontane 
799. Jude the Obscure - Thomas Hardy
800. The Real Charlotte - Somerville and Ross
801. The Yellow Wallpaper - Charlotte Perkins Gilman 
802. Born in Exile - George Gissing
803. Diary of a Nobody - George & Weedon Grossmith
804. The Adventures of Sherlock Holmes - Sir Arthur Conan Doyle 
805. News from Nowhere - William Morris
806. New Grub Street - George Gissing 
807. Gösta Berling's Saga - Selma Lagerlöf
808. Tess of the D'Urbervilles - Thomas Hardy
809. The Picture of Dorian Gray - Oscar Wilde 
810. The Kreutzer Sonata - Leo Tolstoy
811. La Bête Humaine - Émile Zola
812. By the Open Sea - August Strindberg 
813. Hunger - Knut Hamsun
814. The Master of Ballantrae - Robert Louis Stevenson
815. Pierre and Jean - Guy de Maupassant
816. Fortunata and Jacinta - Benito Pérez Galdés 
817. The People of Hemsö - August Strindberg 
818. The Woodlanders - Thomas Hardy
819. She - H. Rider Haggard
820. The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde - Robert Louis Stevenson 
821. The Mayor of Casterbridge - Thomas Hardy
822. Kidnapped - Robert Louis Stevenson
823. King Solomon's Mines - H. Rider Haggard 
824. Germinal - Émile Zola
825. The Adventures of Huckleberry Finn - Mark Twain 
826. Bel-Ami - Guy de Maupassant
827. Marius the Epicurean - Walter Pater 
828. Against the Grain - Joris-Karl Huysmans 
829. The Death of Ivan Ilyich - Leo Tolstoy 
830. A Woman's Life - Guy de Maupassant 
831. Treasure Island - Robert Louis Stevenson
832. The House by the Medlar Tree - Giovanni Verga 
833. The Portrait of a Lady - Henry James
834. Bouvard and Pécuchet - Gustave Flaubert
835. Ben-Hur - Lew Wallace 
836. Nana - Émile Zola
837. The Brothers Karamazov - Fyodor Dostoevsky 
838. The Red Room - August Strindberg
839. Return of the Native - Thomas Hardy 
840. Anna Karenina - Leo Tolstoy
841. Drunkard - Émile Zola 
842. Virgin Soil - Ivan Turgenev
843. Daniel Deronda - George Eliot
844. The Hand of Ethelberta - Thomas Hardy
845. The Temptation of Saint Anthony - Gustave Flaubert 
846. Far from the Madding Crowd - Thomas Hardy
847. The Enchanted Wanderer - Nicolai Leskov 
848. Around the World in Eighty Days - Jules Verne
849. In a Glass Darkly - Sheridan Le Fanu
850. The Devils - Fyodor Dostoevsky 
851. Erewhon - Samuel Butler
852. Spring Torrents - Ivan Turgenev 
853. Middlemarch - George Eliot
854. Through the Looking Glass, and What Alice Found There - Lewis Carroll 
855. King Lear of the Steppes - Ivan Turgenev
856. He Knew He Was Right - Anthony Trollope 
857. War and Peace - Leo Tolstoy
858. Sentimental Education - Gustave Flaubert 
859. Phineas Finn - Anthony Trollope
860. Maldoror - Comte de Lautréaumont
861. The Idiot - Fyodor Dostoevsky 
862. The Moonstone - Wilkie Collins 
863. Little Women - Louisa May Alcott 
864. Thérèse Raquin - Émile Zola
865. The Last Chronicle of Barset - Anthony Trollope 
866. Journey to the Centre of the Earth - Jules Verne 
867. Crime and Punishment - Fyodor Dostoevsky
868. Alice's Adventures in Wonderland - Lewis Carroll 
869. Our Mutual Friend - Charles Dickens
870. Uncle Silas - Sheridan Le Fanu
871. Notes from the Underground - Fyodor Dostoevsky 
872. The Water-Babies - Charles Kingsley
873. Les Misérables - Victor Hugo 
874. Fathers and Sons - Ivan Turgenev 
875. Silas Marner - George Eliot
876. Great Expectations - Charles Dickens 
877. On the Eve - Ivan Turgenev
878. Castle Richmond - Anthony Trollope 
879. The Mill on the Floss - George Eliot 
880. The Woman in White - Wilkie Collins
881. The Marble Faun - Nathaniel Hawthorne 
882. Max Havelaar - Multatuli
883. A Tale of Two Cities - Charles Dickens 
884. Oblomovka - Ivan Goncharov
885. Adam Bede - George Eliot
886. Madame Bovary - Gustave Flaubert
887. North and South - Elizabeth Gaskell 
888. Hard Times - Charles Dickens
889. Walden - Henry David Thoreau 
890. Bleak House - Charles Dickens 
891. Villette - Charlotte Brontë
892. Cranford - Elizabeth Gaskell
893. Uncle Tom's Cabin; or, Life Among the Lonely - Harriet Beecher Stowe 
894. The Blithedale Romance - Nathaniel Hawthorne
895. The House of the Seven Gables - Nathaniel Hawthorne 
896. Moby-Dick - Herman Melville
897. The Scarlet Letter - Nathaniel Hawthorne 898. David Copperfield - Charles Dickens
899. Shirley - Charlotte Brontë
900. Mary Barton - Elizabeth Gaskell
901. The Tenant of Wildfell Hall - Anne Brontë 
902. Wuthering Heights - Emily Brontë
903. Agnes Grey - Anne Brontë 
904. Jane Eyre - Charlotte Brontë
905. Vanity Fair - William Makepeace Thackeray 
906. The Count of Monte-Cristo - Alexandre Dumas 
907. La Reine Margot - Alexandre Dumas
908. The Three Musketeers - Alexandre Dumas 
909. The Purloined Letter - Edgar Allan Poe 
910. Martin Chuzzlewit - Charles Dickens
911. The Pit and the Pendulum - Edgar Allan Poe 
912. Lost Illusions - Honoré de Balzac
913. A Christmas Carol - Charles Dickens 
914. Dead Souls - Nikolay Gogol
915. The Charterhouse of Parma - Stendhal
916. The Fall of the House of Usher - Edgar Allan Poe
917. The Life and Adventures of Nicholas Nickleby - Charles Dickens 
918. Oliver Twist - Charles Dickens
919. The Nose - Nikolay Gogol
920. Le Père Goriot - Honoré de Balzac 
921. Eugénie Grandet - Honoré de Balzac
922. The Hunchback of Notre Dame - Victor Hugo 
923. The Red and the Black - Stendhal
924. The Betrothed - Alessandro Manzoni
925. Last of the Mohicans - James Fenimore Cooper
926. The Private Memoirs and Confessions of a Justified Sinner - James Hogg 
927. The Albigenses - Charles Robert Maturin
928. Melmoth the Wanderer - Charles Robert Maturin 
929. The Monastery - Sir Walter Scott
930. Ivanhoe - Sir Walter Scott
931. Frankenstein - Mary Wollstonecraft Shelley 
932. Northanger Abbey - Jane Austen
933. Persuasion - Jane Austen 
934. Ormond - Maria Edgeworth 
935. Rob Roy - Sir Walter Scott 
936. Emma - Jane Austen
937. Mansfield Park - Jane Austen 
938. Pride and Prejudice - Jane Austen
939. The Absentee - Maria Edgeworth 
940. Sense and Sensibility - Jane Austen
941. Elective Affinities - Johann Wolfgang von Goethe 
942. Castle Rackrent - Maria Edgeworth

1700s

943. Hyperion - Friedrich Hölderlin 
944. The Nun - Denis Diderot
945. Camilla - Fanny Burney 
946. The Monk - M.G. Lewis
947. Wilhelm Meister's Apprenticeship - Johann Wolfgang von Goethe 
948. The Mysteries of Udolpho - Ann Radcliffe
949. The Interesting Narrative - Olaudah Equiano
950. The Adventures of Caleb Williams - William Godwin 
951. Justine - Marquis de Sade
952. Vathek - William Beckford
953. The 120 Days of Sodom - Marquis de Sade 
954. Cecilia - Fanny Burney
955. Confessions - Jean-Jacques Rousseau
956. Dangerous Liaisons - Pierre Choderlos de Laclos
957. Reveries of a Solitary Walker - Jean-Jacques Rousseau 
958. Evelina - Fanny Burney
959. The Sorrows of Young Werther - Johann Wolfgang von Goethe 
960. Humphrey Clinker - Tobias George Smollett
961. The Man of Feeling - Henry Mackenzie
962. A Sentimental Journey - Laurence Sterne 
963. Tristram Shandy - Laurence Sterne
964. The Vicar of Wakefield - Oliver Goldsmith 
965. The Castle of Otranto - Horace Walpole
966. Émile; or, On Education - Jean-Jacques Rousseau 
967. Rameau's Nephew - Denis Diderot
968. Julie; or, the New Eloise - Jean-Jacques Rousseau 
969. Rasselas - Samuel Johnson
970. Candide - Voltaire
971. The Female Quixote - Charlotte Lennox 
972. Amelia - Henry Fielding
973. Peregrine Pickle - Tobias George Smollett 
974. Fanny Hill - John Cleland
975. Tom Jones - Henry Fielding
976. Roderick Random - Tobias George Smollett 
977. Clarissa - Samuel Richardson
978. Pamela - Samuel Richardson
979. Jacques the Fatalist - Denis Diderot
980. Memoirs of Martinus Scriblerus - J. Arbuthnot, J. Gay, T. Parnell, A. Pope, J. Swift
981. Joseph Andrews - Henry Fielding 
982. A Modest Proposal - Jonathan Swift 
983. Gulliver's Travels - Jonathan Swift 
984. Roxana - Daniel Defoe
985. Moll Flanders - Daniel Defoe 
986. Love in Excess - Eliza Haywood
987. Robinson Crusoe - Daniel Defoe 
988. A Tale of a Tub - Jonathan Swift

Pre-1700

989. Oroonoko - Aphra Behn
990. The Princess of Clèves - Marie-Madelaine Pioche de Lavergne, Comtesse de La Fayette
991. The Pilgrim's Progress - John Bunyan
992. Don Quixote - Miguel de Cervantes Saavedra 
993. The Unfortunate Traveller - Thomas Nashe 
994. Euphues: The Anatomy of Wit - John Lyly
995. Gargantua and Pantagruel - Françoise Rabelais 
996. The Thousand and One Nights - Anonymous 
997. The Golden Ass - Lucius Apuleius
998. Aithiopika - Heliodorus
999. Chaireas and Kallirhoe - Chariton 1000. Metamorphoses - Ovid
1001. Aesop's Fables - Aesopus