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O Assassino era o Escriba — Paulo Leminski

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Leminski, foto Dulce Helfer. O ASSASSINO ERA O ESCRIBA Paulo Leminski Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente. Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida, regular como um paradigma da 1ª conjugação. Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial, ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético de nos torturar com um aposto. Casou com uma regência. Foi infeliz. Era possessivo como um pronome. E ela era bitransitiva. Tentou ir para os EUA. Não deu. Acharam um artigo indefinido em sua bagagem. A interjeição do bigode declinava partículas expletivas, conectivos e agentes da passiva, o tempo todo. Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça. ________ Do livro Caprichos & Relaxos Coleção Cantadas Literárias. Ed. Brasiliense.

Paulo Leminski — Cotidiano Materno

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Encontrado em: Toninho Vaz, Paulo Leminski - O Bandido que Sabia Latim, Record, 2001.

Paulo Leminski - no fuese eso y era menos no fuese tanto y era casi

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Traducción de Carlos Riccardo

Paulo Leminski - Os perigos da Literatura

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Vejam Bem...

Paulo Leminski - Tempo Lento

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É normal

Paulo Leminski - Coisas do vento

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No embalo da rede