O Amor e a Loucura — La Fontaine
Fábula No amor tudo é mistério: suas flechas e sua aljava, sua chama e sua infância eterna. Mas por que o amor é cego? Aconteceu que um certo dia o Amor e o Loucura brincavam juntos. Aquele ainda não era cego. Surgiu entre eles um desentendimento qualquer. Pretendeu então o Amor que se reunisse para tratar do assunto o conselho dos deuses. Mas a Loucura, impaciente, deu-lhe uma pancada tão violenta que lhe privou da visão. Vênus, mãe e mulher, pôs-se a clamar por vingança, aos gritos. E diante de Júpiter, Nêmesis — a deusa da vingança — e todos os juízes do Inferno, Vênus exigiu que aquele crime fosse reparado. Seu filho não podia ficar cego. Depois de estudar detalhadamente o caso, a sentença do supremo tribunal celeste consistiu em condenar a Loucura a servir de guia para o Amor. Jean de La Fontaine, O Amor e a Loucura. In Os Melhores Contos de Loucura. Org. de Flávio Moreira da Costa, 2007.

O Elixir da Longa Vida (em francês: L'Élixir de longue vie) é um conto fantástico de Honoré de Balzac, integrado em A Comédia Humana. Essa versão do mito de Don Juan, surgiu em pré-publicação na Revue de Paris, em 1830, sob o título de Festin et Fin; em seguida em 1846 na edição Furne. Figura nos Estudos filosóficos.
ResponderExcluirUm dos primeiros textos assinados com o nome do autor: Honoré de Balzac, esse conto está entre os menos conhecidos do grande público, como lamenta Bernard Guyon. O texto parece artificialmente ligado aos Estudos filosóficos. Aqui se vê claramente a influência de Ernest Theodor Amadeus Hoffmann e de seus Elixires do diabo, que Balzac certamente leu. [wiki]