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Cruzeiro Seixas — Desfolhar uma rosa…

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Cruzeiro Seixas — Portugal 1920 — Pintor e Poeta

Aster Navas — Números (miniconto)

Números — Aster Navas Sobre a mesa onde escrevo essas linhas têm três livros e dois cadernos. Da janela da sala se pode ver uma praça onde brincam… 17, não, 18 crianças, que são cuidadas por nove adultos. Do ônibus que para no ponto saem 9 homens, quatro mulheres e o nosso protagonista. Silvia, minha mulher, ri quando digo que estou escrevendo, combinando letras. O seu, querido — já me disse, com essa, 19 vezes— são os números. Não entendo no que ela se embasa. Tradução: Herman Schmitz Aster Navas. Cuentos para leer em el ascensor. 2011

Milan Kundera — Para Liquidar os Povos

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O Livro do Riso e do Esquecimento, 1978.

Zsigmond Móricz — Rir é o Melhor Salário

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MÓRICZ, Zsigmond. Sete Krajkar. Antologia do Conto Húngaro, Paulo Rónai (org).

Dylan Thomas — Amnésia e Simetria

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in O Natal de uma Criança em Gales, 1950 e lido em 1952 na BBC.

19 Princípios Para Crítica Literária — Roberto Schwarz

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19 Princípios Para Crítica Literária 1. Acusar os críticos de mais de 40 anos de impressionismo, os de esquerda de sociologismo, os minuciosos de formalismo, e reclamar para si uma posição de equilíbrio. 2. Citar em alemão os livros lidos em francês, em francês os espanhóis, e nos dois casos fora de contexto. 3. Começar sempre por uma declaração de método e pela desqualificação das demais posições. Em seguida praticar o método habitual (o infuso). 4. Nunca apresentar a vida do autor sem antes atacar o método biográfico. Vários acertos podem ser compensados por uma redação horrível. 5. Não esqueça: o marxismo é um reducionismo, e está superado pelo estruturalismo, pela fenomenologia, pela estilística, pela nova crítica americana, pelo formalismo russo, pela crítica estética, pela linguística e pela filosofia das formas simbólicas. 6. Citar muito e nunca a propósito. Uma bibliografia extensa é capital. Apoie a sua tese na autoridade dos especialistas, de preferência incompatívei...

Franz Kafka — Poseidon

Poseidon sentou-se em seu escritório, revisando as contas. A administração de todas as águas dava-lhe um trabalho insano. Ele poderia ter quantos assistentes desejasse, e de fato tinha um grande número deles, mas, como levava seu trabalho muito a sério, teimava repassar os olhos por todas as contas, e assim seus assistentes de pouco lhe valiam. Não se pode dizer que se divertisse com a função; ele a levava adiante simplesmente porque era o que lhe haviam atribuído; em verdade, com frequência, havia requisitado o que chamava de um trabalho mais alegre, mas sempre que várias sugestões lhe foram mostradas o resultado era que nenhuma delas lhe era adequada como o era sua presente ocupação. Desnecessário dizer, era muito difícil arrumar para ele uma outra profissão. Afinal, ele não poderia ser o responsável por um oceano em particular. Independentemente do fato de que num caso como este o volume de trabalho envolvido não seria menor, apenas mais aprazível, o grande Poseidon só poderia ocupa...