O Amor e a Loucura — La Fontaine
Fábula No amor tudo é mistério: suas flechas e sua aljava, sua chama e sua infância eterna. Mas por que o amor é cego? Aconteceu que um certo dia o Amor e o Loucura brincavam juntos. Aquele ainda não era cego. Surgiu entre eles um desentendimento qualquer. Pretendeu então o Amor que se reunisse para tratar do assunto o conselho dos deuses. Mas a Loucura, impaciente, deu-lhe uma pancada tão violenta que lhe privou da visão. Vênus, mãe e mulher, pôs-se a clamar por vingança, aos gritos. E diante de Júpiter, Nêmesis — a deusa da vingança — e todos os juízes do Inferno, Vênus exigiu que aquele crime fosse reparado. Seu filho não podia ficar cego. Depois de estudar detalhadamente o caso, a sentença do supremo tribunal celeste consistiu em condenar a Loucura a servir de guia para o Amor. Jean de La Fontaine, O Amor e a Loucura. In Os Melhores Contos de Loucura. Org. de Flávio Moreira da Costa, 2007.

Fredric Brown (1906-1972) é um dos mais divertidos contistas da "era de ouro" da ficção científica, uma era contida entre os anos 40 até o início dos 60, onde eram comuns as revistas de contos especialmente desse gênero. Escreveu também inúmeros roteiros para séries famosas de TV, como Tales of Tomorrow, e principalmente as séries Alfred Hitchcock Presents, onde se utilizam suas histórias do gênero policial. Suas histórias se caracterizam pela brevidade, pelo bom humor e polos finais surpreendentes.
ResponderExcluirO FINAL, é um bom exemplo, tendo o poder de síntese do MINI-CONTO, embora ele não seja um autor desse gênero.
Até onde sei ainda era inédita em português. Tradução minha do espanhol.
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