O Amor e a Loucura — La Fontaine
Fábula No amor tudo é mistério: suas flechas e sua aljava, sua chama e sua infância eterna. Mas por que o amor é cego? Aconteceu que um certo dia o Amor e o Loucura brincavam juntos. Aquele ainda não era cego. Surgiu entre eles um desentendimento qualquer. Pretendeu então o Amor que se reunisse para tratar do assunto o conselho dos deuses. Mas a Loucura, impaciente, deu-lhe uma pancada tão violenta que lhe privou da visão. Vênus, mãe e mulher, pôs-se a clamar por vingança, aos gritos. E diante de Júpiter, Nêmesis — a deusa da vingança — e todos os juízes do Inferno, Vênus exigiu que aquele crime fosse reparado. Seu filho não podia ficar cego. Depois de estudar detalhadamente o caso, a sentença do supremo tribunal celeste consistiu em condenar a Loucura a servir de guia para o Amor. Jean de La Fontaine, O Amor e a Loucura. In Os Melhores Contos de Loucura. Org. de Flávio Moreira da Costa, 2007.

Martin Gardner (Tulsa, 21 de outubro de 1914 — Norman, 22 de maio de 2010) foi um matemático e autor de obras de divulgação científica estadunidense.
ResponderExcluirÉ reconhecido pelo seu contributo para a matemática recreativa, embora a sua gama de interesses inclua filosofia, literatura, ilusionismo, pseudociência e cepticismo científico. É autor de cerca de 70 obras, tendo assinado a coluna "Mathematical Games", na revista Scientific American, entre 1956 e 1981.
Um dos seus personagens mais importantes é o matemático fictício e numerólogo Dr. Irving Joshua Matrix.
Faleceu em 22 de maio de 2010, aos 95 anos de idade, em sua casa em Norman, Oklahoma.
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Martin_Gardner