O Amor e a Loucura — La Fontaine
Fábula No amor tudo é mistério: suas flechas e sua aljava, sua chama e sua infância eterna. Mas por que o amor é cego? Aconteceu que um certo dia o Amor e o Loucura brincavam juntos. Aquele ainda não era cego. Surgiu entre eles um desentendimento qualquer. Pretendeu então o Amor que se reunisse para tratar do assunto o conselho dos deuses. Mas a Loucura, impaciente, deu-lhe uma pancada tão violenta que lhe privou da visão. Vênus, mãe e mulher, pôs-se a clamar por vingança, aos gritos. E diante de Júpiter, Nêmesis — a deusa da vingança — e todos os juízes do Inferno, Vênus exigiu que aquele crime fosse reparado. Seu filho não podia ficar cego. Depois de estudar detalhadamente o caso, a sentença do supremo tribunal celeste consistiu em condenar a Loucura a servir de guia para o Amor. Jean de La Fontaine, O Amor e a Loucura. In Os Melhores Contos de Loucura. Org. de Flávio Moreira da Costa, 2007.

Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière (Paris, 15 de janeiro de 1622 — 17 de Fevereiro de 1673[1]), foi um dramaturgo francês, além de actor e encenador, considerado um dos mestres da comédia satírica. Teve um papel de destaque na dramaturgia francesa, até então muito dependente da temática da mitologia grega. Molière usou as suas obras para criticar os costumes da época. É considerado o fundador indirecto da Comédie-Française. Dele, disse Boileau: Dans le sac ridicule où Scapin s'enveloppe je ne reconnais plus l'auteur du Misanthrope - ("No saco ridículo onde se envolve Escapino, não reconheço mais o autor de O Misantropo"). Como encenador, ficou também conhecido pelo seu rigor e meticulosidade.
ResponderExcluirFonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Moli%C3%A8re
O Burguês Fidalgo
ResponderExcluirTexto que estreou pela primeira vez em 23 de novembro de 1670, em Paris, O Burguês Fidalgo (ou O Burguês Gentil-Homem, no original: Le bourgeois gentilhomme) é uma das peças mais modernas de Molière.
Nesta obra, Molière desenvolve dois vetores temáticos: os anseios da burguesia em se tornar parte da nobreza e a falta de conhecimento e cultura intrínsecos a esses aspirantes.
Com humor, a peça fala sobre um burguês, o sr. Jordão (monsieur Jordain), que não economiza esforços, nem dinheiro para tornar-se membro da nobreza. Jordão é um padeiro rico e na falta de conhecimento de regras de etiqueta e cultura erudita, contrata professores de música, dança, artes marciais e filosofia, que brigam entre si para ver quem leva mais vantagem sobre o rico padeiro.
Sua esposa, Sra. Jordã (mademoiselle Jordain), não nega a origem burguesa e julga o marido um tolo perante a nobreza. Para ser aceito na sociedade nobre, Jordão empresta dinheiro a um conde falido, que lhe promete um romance com a Marquesa Dorimène, mas o conde não cumpre sua palavra e casa-se com a marquesa, enganando Jordão.
Cléonte é um burguês muito rico que pretende se casar com Lucile, filha de Jordão, mas tem seu pedido recusado pelo padeiro, por não pertencer à nobreza. Covielle, seu criado, arma um plano para ajudar Cléonte a enganar Jordão, fazendo-o se passar por um nobre, e diz para Jordão que como pai da noiva ele também se tornaria nobre, numa cerimônia especial. Jordão, enganado, permite o casamento de Lucinha e Cléonte e a peça se encerra na cerimônia ridícula para Jordão se tornar nobre.
Fonte:
http://artescap.blogspot.com.br/2010/05/o-burgues-fidalgo-de-moliere-m-jourdain.html