A PORTA ABERTA SAKI — Minha tia já vai descer, sr. Nuttel — disse uma jovem dama de 15 anos, muito segura de si. — Enquanto isso, o senhor terá de me aturar. Framton Nuttel procurava dizer algo apropriado que lisonjeasse devidamente a sobrinha no momento, sem indevidamente menosprezar a tia de logo mais. De si para si, duvidava, mais do que nunca, que visitas de cortesia, como essa, a uma série de pessoas estranhas, beneficiassem muito o tratamento de nervos a que pretendiam submetê-lo. — Já sei como vai ser a coisa — dissera-lhe a irmã quando ele preparava sua retirada para aquele recanto de província. — Você vai se enterrar ali sem falar a vivalma e vai se aborrecer tanto que os seus nervos ficarão piores do que nunca. Por precaução, dou-lhe umas cartas de recomendação para todas as pessoas do lugar que são minhas conhecidas. Algumas delas, ao que me lembro, são bem agradáveis. Framton perguntava a si mesmo, agora, se a sra. Sappleton, a quem vinha apresentar uma daquel...
Hermes Floro Bartolomeu Martins de Araújo Fontes (Boquim, 28 de agosto de 1888 – Rio de Janeiro, a 25 de dezembro de 1930) foi um compositor e poeta brasileiro.
ResponderExcluirBiografia
Fundou o jornal Estréia, com Júlio Surkhow e Armando Mota, em 1904, no Rio de Janeiro. Formou-se bacharel em direito em 1911, mas não exerceu a profissão. De 1903 ao final da década de 1930 colaborou em periódicos como os jornais Fluminense, Rua do Ouvidor, Imparcial, Folha do Dia, Correio Paulistano, Diário de Notícias e as revistas Careta, Fon-Fon!, Tribuna, Tagarela, Atlântida, entre outras. Foi também caricaturista do jornal O Bibliógrafo. No período, trabalhou como funcionário dos Correios e oficial de gabinete do ministro da Viação.
Em 1913 publicou seu primeiro livro de poesia, Gênese. Seguiram-se Ciclo da Perfeição (1914), Miragem do Deserto (1917), Microcosmo (1919), A Lâmpada Velada (1922) e A Fonte da Mata (1930), entre outros. A poesia de Hermes Fontes é de estética simbolista, tendo produzido também poemas visuais. O autor não acompanhou a nova ordem literária com o advento do Modernismo no Brasil em 1922. Participou da formação da Academia Sergipana de Letras em 1929, fundador da cadeira 16, tendo como patrono o poeta Pedro de Calasans.
Sua vida pessoal foi conturbada nos anos 1920s; as traições, o fim de seu casamento e os complexos sobre seu aspecto físico (era tido como baixo e feio) contribuiram para seu isolamento e depressão. Publicou somente três livros neste período, sua última obra foi "Fonte da Mata" de 1930. Cometeu suicídio com uma arma em dezembro de 1930.
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hermes_Fontes