CIÚMES por Sir John Randolph "Shane" Leslie (1885-1971) — Dentro da categoria dos pecados, o ciúme é o pior e mais terrível. Talvez não seja o mais imperdoável, mas é, sem dúvida, o menos indulgente. O ciúme desafia toda definição ou análise. Na loucura há um método, no amor um refinamento, mas o ciúme não sabe como elaborar um plano nem como ceder a tempo. É uma torrente furiosa de suspeitas e interpretações errôneas que nunca espera o momento oportuno nem respeita qualquer canal. É a paixão mais avassaladora conhecida pela humanidade, pois lhe faltam gradações, prelúdio e convalescença. Surge totalmente formada, completa e absoluta, da mente da pessoa ciumenta, e não dá trégua nem a quem a nutre nem, se possível, à sua vítima. Tanto em homens quanto em mulheres, conspira para perpetrar atos tão insanos quanto criminosos, que só podem ser perdoados, e nem sempre, por aqueles que agem cegos pela paixão do amor. O ciúme é a perversão do Amor. É para o Amor o que as maçãs de So...
Hermes Floro Bartolomeu Martins de Araújo Fontes (Boquim, 28 de agosto de 1888 – Rio de Janeiro, a 25 de dezembro de 1930) foi um compositor e poeta brasileiro.
ResponderExcluirBiografia
Fundou o jornal Estréia, com Júlio Surkhow e Armando Mota, em 1904, no Rio de Janeiro. Formou-se bacharel em direito em 1911, mas não exerceu a profissão. De 1903 ao final da década de 1930 colaborou em periódicos como os jornais Fluminense, Rua do Ouvidor, Imparcial, Folha do Dia, Correio Paulistano, Diário de Notícias e as revistas Careta, Fon-Fon!, Tribuna, Tagarela, Atlântida, entre outras. Foi também caricaturista do jornal O Bibliógrafo. No período, trabalhou como funcionário dos Correios e oficial de gabinete do ministro da Viação.
Em 1913 publicou seu primeiro livro de poesia, Gênese. Seguiram-se Ciclo da Perfeição (1914), Miragem do Deserto (1917), Microcosmo (1919), A Lâmpada Velada (1922) e A Fonte da Mata (1930), entre outros. A poesia de Hermes Fontes é de estética simbolista, tendo produzido também poemas visuais. O autor não acompanhou a nova ordem literária com o advento do Modernismo no Brasil em 1922. Participou da formação da Academia Sergipana de Letras em 1929, fundador da cadeira 16, tendo como patrono o poeta Pedro de Calasans.
Sua vida pessoal foi conturbada nos anos 1920s; as traições, o fim de seu casamento e os complexos sobre seu aspecto físico (era tido como baixo e feio) contribuiram para seu isolamento e depressão. Publicou somente três livros neste período, sua última obra foi "Fonte da Mata" de 1930. Cometeu suicídio com uma arma em dezembro de 1930.
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hermes_Fontes